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EUA acusam empresas chinesas de copiar modelos de inteligência artificial

NSA, CISA e FBI afirmam que companhias usaram respostas de sistemas americanos para treinar produtos próprios com a técnica de destilação.

EUA acusam empresas chinesas de copiar modelos de inteligência artificial
Foto: Mojahid Mottakin/Shutterstock

Órgãos de segurança e de aplicação da lei dos Estados Unidos acusam empresas chinesas de inteligência artificial de copiar tecnologias de modelos avançados desenvolvidos no país. A denúncia é divulgada nesta terça-feira (8) em um comunicado conjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e do FBI.

As autoridades afirmam que as companhias usaram a técnica de destilação para treinar seus próprios sistemas com respostas produzidas por modelos estadunidenses. Entre as empresas citadas estão DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax e StepFun.

Segundo NSA, CISA e FBI, essas companhias utilizaram variantes de modelos desenvolvidos nos Estados Unidos. Os órgãos também afirmam que a atividade provavelmente ocorreu com conhecimento do governo chinês.

Como funciona a destilação

A técnica permite treinar modelos menores a partir das respostas de sistemas maiores e mais caros. Com isso, o novo modelo aprende a reproduzir determinados comportamentos e capacidades observados nas respostas da ferramenta mais avançada, reduzindo o custo necessário para desenvolver um sistema de inteligência artificial.

As autoridades americanas dizem, porém, que empresas chinesas estariam usando variantes de modelos dos Estados Unidos de maneira direcionada e em escala muito maior. “As empresas chinesas de IA estão realizando atividades agressivas, maliciosas e direcionadas de destilação em escala industrial”, afirmam no comunicado.

Disputa tecnológica

As acusações ocorrem em meio à disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da inteligência artificial. O governo americano se prepara para uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país no fim de setembro.

Os dois governos também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial em um diálogo previsto para meados deste mês. A suspeita de uso de modelos americanos para reduzir custos de desenvolvimento acrescenta um novo ponto à disputa tecnológica entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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