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Florestas de bolso entram nos projetos imobiliários de alto padrão

Empreendimentos usam vegetação nativa para reduzir o calor, absorver a chuva e agregar valor aos imóveis.

Florestas de bolso entram nos projetos imobiliários de alto padrão

As chamadas florestas de bolso passam a integrar projetos imobiliários de alto padrão no Brasil. A proposta é reunir espécies nativas em espaços delimitados, reproduzindo características de ecossistemas naturais e usando a vegetação para criar sombra, reduzir o calor, absorver a água da chuva e atrair fauna.

No Parque Global, às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo, viveiros mantêm mudas de espécies nativas da Mata Atlântica enquanto as torres do empreendimento são construídas. O projeto prevê cinco torres residenciais, áreas de lazer, centro de compras, hotel, hospital e instituições de ensino. Dos 44 000 metros quadrados da área residencial, mais de um terço será ocupado por vegetação e solo permeável. Ao todo, serão 13 000 árvores de cerca de 200 espécies, incluindo grumixamas, araçás, cabeludinhas e pitangas.

A escolha das plantas e o modo de plantio alteraram a execução do projeto, com fornecedores especializados e preparação antecipada de algumas árvores. “Hoje, é inaceitável desenvolver empreendimentos de luxo sem integrá-los ao verde”, afirma Ana Paula Dominguez, gerente de ESG da incorporadora Benx, responsável pelo Parque Global.

Vegetação como parte da arquitetura

O paisagismo deixa de ser apenas um recurso estético e passa a cumprir funções ambientais. No Salma Tower, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, bosques suspensos são distribuídos pelos dezesseis pavimentos. O edifício tem 1 760 metros quadrados de jardins e 22 000 plantas.

O Cidade Aruna, em Maringá (PR), prevê pequenas florestas de bolso em cada pavimento e paredes verdes. No complexo Seed, na Vila Olímpia, em São Paulo, a incorporadora Gamaro criou uma praça público-privada e um riacho artificial entre os edifícios. O projeto é do botânico e paisagista Ricardo Cardim.

As áreas verdes também ajudam a reter a água da chuva, oferecer alimento e abrigo para aves e insetos e devolver água à atmosfera por meio da transpiração. Segundo o texto, uma planta de grande porte pode liberar cerca de 400 litros de água por dia em forma de vapor.

Na cidade de São Paulo, já existem dezoito florestas de bolso. A mais recente reúne cerca de 1 000 mudas nativas plantadas na alça do Viaduto Pires do Rio, na Zona Leste. A técnica também é adotada em Paris, na França, e em Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos.

Em Milão, na Itália, o condomínio Bosco Verticale integra a vegetação à arquitetura. Inaugurado em 2014, o conjunto tem duas torres de 80 e 112 metros de altura, com 800 árvores, 5 000 arbustos e 15 000 plantas. A vegetação equivale a cerca de 30 000 metros quadrados de bosque.

Um estudo do Museu de História Natural de Londres, divulgado em agosto, analisou mais de 11 milhões de registros de sensores. Durante uma onda de calor em julho, o solo de áreas arborizadas chegou a ficar 10 graus mais frio que o entorno. A pesquisa relaciona o resultado à combinação de cobertura vegetal, sombra, umidade e permeabilidade.

A técnica permite ocupar canteiros e áreas subutilizadas onde um parque convencional seria inviável. Rubén Casas, professor de estudos urbanos da Universidade de Washington, afirma que é possível fazer faixas de plantio em apenas 9 metros quadrados.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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