Maurício Rodrigues, responsável pela divisão da Bayer Crop Science na América Latina, afirma que o agronegócio brasileiro é sustentável e precisa comunicar mais as ações adotadas para reduzir impactos ambientais e aumentar a produtividade.
Para o executivo, a agricultura digital permite desenvolver produtos e soluções que combinem sustentabilidade e produtividade. Ele também defende que o setor ouça mais as demandas da sociedade e esclareça o que tem sido feito. Na avaliação de Rodrigues, eventuais desvios são exceções, e não a regra do agronegócio.
A tecnologia, segundo ele, participa da transformação da agricultura brasileira. Rodrigues afirma que o país, que há cinco décadas enfrentava produção insuficiente para alimentar a população, tornou-se uma potência global, capaz de atender à demanda interna e contribuir para a alimentação de cerca de 1 bilhão de pessoas.
Pesquisa e desenvolvimento
A Bayer investe globalmente 2 bilhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento. A empresa concentra parte dessa atuação em defensivos, como fungicidas, herbicidas e inseticidas, além de sementes com biotecnologia para soja, milho e algodão, adaptadas às diferentes regiões do Brasil.
O Brasil é o segundo país mais importante para a Bayer em termos globais, de acordo com Rodrigues. A empresa desenvolve produtos voltados às necessidades do agronegócio brasileiro, com participação da equipe local nas pesquisas. Também mantém parcerias com a Embrapa e com startups.
A inteligência artificial já é usada globalmente pela área de pesquisa e desenvolvimento da companhia. Os ciclos de criação no agronegócio podem durar dez ou quinze anos e exigem a análise de grande volume de dados. As ferramentas são aplicadas no melhoramento genético e na criação de produtos químicos, com o objetivo de reduzir o tempo de desenvolvimento, automatizar processos e tornar as operações mais eficientes.



