Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram para 5% a previsão de inflação oficial em 2026 e elevaram de 1,92% para 1,93% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período. As estimativas estão no Relatório Focus divulgado nesta terça-feira (8).
A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica acima do limite superior da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o intervalo considerado compatível com a meta vai de 1,5% a 4,5%.
A inflação acumulada em 12 meses chega a 4,44%, após alta de 0,07% em julho. Em 2025, o IPCA encerrou o ano com avanço de 4,26%. Para 2027, a projeção do mercado passou de 4,28% para 4,29%.
Atividade econômica e juros
A estimativa de crescimento do PIB em 2027 permanece em 1,5%. Para 2028, a previsão recua de 1,98% para 1,96%. O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Banco Central trabalha com crescimento de 2% para a economia, enquanto o governo federal projeta alta de 2,3%. O Fundo Monetário Internacional elevou sua previsão para o PIB brasileiro a 2,4%, ante 1,9% divulgado em abril.
Os analistas mantêm a projeção da taxa Selic em 13,75% ao ano no fim de 2026. Para 2027, a expectativa é de 12% e, para 2028, de 10,5%.
Na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária, realizada nos dias 4 e 5 de agosto, a taxa caiu de 14,25% para 14% ao ano. A próxima decisão está prevista para os dias 15 e 16 de setembro.
As projeções para o câmbio também permanecem estáveis. O dólar deve terminar 2026 em R$ 5,20 e 2027 em R$ 5,30.
O Relatório Focus reúne semanalmente projeções de economistas, bancos e consultorias para os principais indicadores macroeconômicos do país, com dados coletados até a sexta-feira anterior à divulgação.



