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Empresários articulam manifesto sobre crise e funcionamento do STF

Reunião reservada com juristas ocorre na quarta-feira (9) para discutir propostas de aperfeiçoamento institucional do Judiciário.

Empresários articulam manifesto sobre crise e funcionamento do STF

Empresários, executivos e representantes da sociedade civil se mobilizam para discutir a crise no Judiciário e preparar um manifesto sobre o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma reunião reservada com juristas está marcada para quarta-feira (9), por videoconferência, com a participação de lideranças da indústria e do mercado financeiro.

O encontro ocorre após novos episódios envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça, relator do caso do Banco Master, retirou o sigilo de documentos que mostram comunicações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. Em reação, Moraes pediu a investigação de Mendonça por abuso de autoridade.

O convite enviado a representantes da indústria e do mercado financeiro afirma que os acontecimentos recentes tornaram urgente a discussão sobre o equilíbrio e o aperfeiçoamento institucional do Judiciário. A proposta é reunir diagnósticos e sugestões em uma conversa reservada sobre o fortalecimento das instituições brasileiras.

Entre os juristas convidados estão Miguel Reale Júnior, José Eduardo Cardozo, Maria Tereza Sadek, Patricia Vanzolini e Oscar Vilhena Vieira. O grupo pretende reunir diferentes pontos de vista sobre a crise no STF e discutir caminhos institucionais para enfrentar o desgaste.

Um dos organizadores afirma que o objetivo é transformar a preocupação do setor privado em uma posição organizada. “Vamos reunir ideias e buscar uma forma de elaborar um manifesto”, disse.

A reunião deve reunir empresários e representantes de diferentes setores. Entre os nomes citados estão Pedro Passos, acionista da Natura; Josué Gomes, da Coteminas; Jackson Schneider, conselheiro de empresas como Abra e CBMM; e Pedro Wongtschowski. A estimativa é de que entre 50 e 60 pessoas participem do encontro.

Reação no setor empresarial

A crise no STF também passa a ser discutida publicamente por empresários. Sérgio Zimerman, acionista de referência da Petz, defende que a sociedade civil vá às ruas para demonstrar indignação com a situação da Corte. Ele afirma não participar individualmente de manifestos, mas apoia uma mobilização mais ampla.

“A crise [no STF] está completamente politizada. Sou contra a politização e essa questão não pode ser tratada como uma crise de direita ou de esquerda”, declarou Zimerman.

Executivos do setor financeiro também discutem o tema, embora muitos evitem exposição pública. Um executivo ouvido sob reserva afirma que existe preocupação disseminada entre empresários e temor de retaliação contra quem cogita se manifestar. Ele diz que há “100% de receio de retaliação” e que empresários de diferentes setores estão “estarrecidos”.

Outro representante do mercado financeiro avalia que o embate entre Moraes e Mendonça expõe uma crise institucional grave. Para ele, as revelações relacionadas ao caso Master indicam que os mecanismos de freios e contrapesos não funcionam como deveriam.

A mobilização busca organizar uma resposta institucional por meio de um manifesto e discutir possíveis mudanças no funcionamento do Judiciário.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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