O EWZ, fundo que representa ações brasileiras negociadas em Nova York, avança 13% no pré-mercado nesta segunda, por volta das 8h, horário de Brasília, após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula. Desde a redemocratização, o candidato que chega em primeiro lugar não perde no segundo turno.
A reação também pode impulsionar o Ibovespa, que subiu quase 5% na semana passada e se aproximou novamente de suas máximas históricas. A alta ocorre em um ambiente de expectativa entre gestores e analistas do mercado financeiro sobre os efeitos da eleição.
Entre grandes investidores e gestores de fundos, a rejeição a um novo mandato de Lula está ligada principalmente às contas públicas e ao crescimento do déficit fiscal. Na avaliação predominante no mercado, qualquer candidato seria melhor que Lula nesse aspecto.
A campanha de Flávio Bolsonaro, porém, apresentou poucas propostas além da promessa de conceder indulto ao pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado após perder a eleição de 2022. Na semana passada, circularam informações sobre um plano de ajuste fiscal alinhado às demandas da Faria Lima.
A vitória dos candidatos de direita para o Senado também é apontada como reforço à expectativa de ajuste fiscal, embora os eleitos tenham pouca ligação com essa agenda econômica. As preocupações sobre o retorno da família Bolsonaro ao poder, após a tentativa de golpe, e a crise relacionada ao caso Master aparecem em segundo plano para o mercado financeiro.
A agenda econômica reduzida no Brasil e no exterior também favorece a atenção dos investidores à eleição. No exterior, os futuros das bolsas americanas recuam após uma nova alta do petróleo, em meio à indefinição sobre a guerra no Oriente Médio.
Nesta segunda, a Zona do euro divulga o PPI de agosto às 6h. Às 8h25, o BC publica o Relatório Focus. Às 9h30, Nilton David e Paulo Picchetti participam de reunião trimestral com economistas.



