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Resgates voltam a pressionar fundos de crédito e chegam a R$ 121 bilhões em 12 meses

Dados parciais de setembro mostram novas retiradas em fundos tradicionais e de infraestrutura, enquanto recursos migram para títulos públicos e bancários.

Resgates voltam a pressionar fundos de crédito e chegam a R$ 121 bilhões em 12 meses

Os investidores voltaram a retirar recursos dos fundos de crédito em setembro, após uma entrada líquida registrada em agosto. Dados parciais até o dia 21 mostram resgates líquidos de R$ 4 bilhões nos fundos de crédito tradicional, equivalentes a 0,2% do patrimônio líquido.

Em agosto, esses fundos haviam captado R$ 6 bilhões, ou 0,3% do patrimônio, no primeiro resultado positivo depois de seis meses consecutivos de saídas. A amostra do BTG Pactual reúne 550 fundos com pelo menos 10% do patrimônio aplicado em crédito privado, como debêntures corporativas, CRIs, CRAs, notas comerciais e outros títulos de dívida de empresas.

No acumulado de 2026, as retiradas dos fundos tradicionais somam R$ 89 bilhões. Em 12 meses, chegam a R$ 121 bilhões, o equivalente a 6,3% do patrimônio da indústria.

Fundos de infraestrutura têm pressão maior

Os fundos de infraestrutura isentos enfrentam uma sequência de resgates mais intensa. Segundo o BTG Pactual, essa categoria caminha para o sexto mês consecutivo de saídas. A amostra considera 1.900 fundos.

Em agosto, os resgates haviam desacelerado para R$ 1 bilhão, ou 0,4% do patrimônio líquido. Até o dia 21 de setembro, porém, já somavam R$ 4 bilhões, equivalentes a 1,2% do patrimônio da indústria.

Em 2026, os fundos tradicionais perderam 4,3% do patrimônio líquido, enquanto os fundos de infraestrutura recuaram 6,4%, com saídas totais de R$ 19 bilhões. Esses fundos ganharam espaço por oferecerem exposição às debêntures incentivadas, principal ativo das carteiras, sem cobrança de imposto de renda sobre o retorno.

Quando não há caixa suficiente para pagar os resgates, os gestores precisam vender ativos da carteira. A venda de debêntures por vários fundos pode pressionar os preços e reduzir o patrimônio dos fundos, tanto pela negociação dos papéis quanto pela desvalorização dos ativos que permanecem nas carteiras.

O BTG Pactual aponta como dúvida do mercado a possibilidade de a pressão vendedora, a desvalorização das debêntures e novas retiradas continuarem por mais tempo.

Recursos migram para renda fixa

Apesar da saída dos fundos de crédito, o dinheiro permanece na renda fixa. Os principais destinos são o Tesouro Direto e os títulos de emissão bancária, como CDBs, LCIs e LCAs.

O estoque investido em títulos públicos chegou a R$ 366 bilhões em julho, após crescimento de 39% no acumulado do ano. Os CDBs somaram R$ 3,2 trilhões ao final de agosto, com expansão de 12,1% no ano. As Letras de Crédito — LCIs, LCAs e LIG — alcançaram R$ 1,2 trilhão em agosto, praticamente estáveis em relação ao fim de 2025.

Os títulos do Tesouro Direto têm garantia da União. Já os papéis bancários contam com garantia externa do Fundo Garantidor de Créditos para aplicações de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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