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Especialistas veem oportunidades em small caps e alertam para risco no crédito

Painel em Belo Horizonte aponta espaço para ações menos exploradas, mas defende diversificação e cautela com taxas elevadas no crédito privado.

Especialistas veem oportunidades em small caps e alertam para risco no crédito
Foto: Divulgação

Especialistas apontam oportunidades em ações de empresas menores para 2027, mas afirmam que a estratégia exige tolerância à volatilidade e análise cuidadosa dos riscos. O alerta também se estende ao crédito privado, em um cenário de juros elevados.

Durante o painel “Onde Investir em 2027?”, realizado no Inter Invest Summit, Tiago Reis, CEO da Suno Research, disse que as small caps perderam espaço com a saída de recursos dos fundos de ações e a migração de pessoas físicas para a renda fixa.

“Basicamente, acho que as small caps se tornaram órfãs”, afirmou Reis. Segundo ele, esse movimento criou distorções e deixou empresas de qualidade negociadas por múltiplos de quatro, cinco ou seis vezes o lucro.

A possibilidade de valorização, porém, vem acompanhada do risco de quedas expressivas. Reis relatou que sua carteira recuou cerca de 40% durante a pandemia. Ele afirma ter atravessado o período porque suas principais posições tinham caixa líquido, geravam recursos e, em alguns casos, recompravam ações durante a queda.

Diversificação e renda fixa

Arthurito Faria Lima, influenciador do mercado financeiro, afirmou que esperar a eleição para investir pode fazer o investidor perder os melhores momentos da Bolsa. Para ele, o caminho é manter uma alocação estrutural entre classes de ativos e ajustá-la ao perfil de risco, em vez de tentar acertar os momentos de entrada e saída.

Na parcela de renda variável, Faria Lima cita empresas exportadoras, BDRs e ETFs internacionais como alternativas para reduzir a dependência do cenário doméstico. Entre os setores brasileiros, menciona energia, infraestrutura, saneamento e os grandes bancos. A proposta é combinar negócios mais previsíveis com ativos de maior potencial de crescimento, como as small caps.

A renda fixa continua como base da carteira, mas os especialistas recomendam cautela na escolha de títulos de crédito privado. Com juros elevados, as empresas enfrentam custos maiores para captar recursos. Nesse contexto, uma taxa muito acima da média pode indicar um risco maior de calote, e não apenas uma oportunidade de retorno.

Ulisses Nehmi, CEO da Sparta, afirma que a remuneração do crédito privado está relativamente baixa em relação ao risco pelos padrões históricos. Para ele, títulos públicos mantêm uma relação interessante entre risco e remuneração, enquanto o crédito privado exige avaliação da saúde financeira de cada emissor.

A orientação para a pessoa física é não escolher um título apenas pela maior taxa. Uma parcela sólida em renda fixa pode oferecer segurança para assumir riscos em outras classes de ativos, desde que a composição respeite o perfil do investidor.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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