A Petrobras anuncia uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá. O óleo é identificado em uma camada mais profunda do bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, durante a continuidade da perfuração.
A estatal também confirma a boa qualidade do petróleo encontrado em agosto no mesmo bloco. As análises realizadas até agora sustentam essa avaliação, mas ainda não há estimativa de volume, conclusão sobre a viabilidade comercial ou cronograma de produção para a nova descoberta.
Avaliação do poço
A identificação ocorre a partir de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos coletadas durante a perfuração. Esses dados ampliam o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e ajudam na avaliação dos sistemas petrolíferos e dos recursos da Bacia da Foz do Amazonas.
As informações passam por caracterização em laboratório e serão integradas aos demais dados obtidos no poço. A Petrobras informa que vai concluir as atividades de perfuração e continuar a análise das formações encontradas.
A companhia opera o bloco e tem 100% de participação na área. O ativo é adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.
Investimentos na Margem Equatorial
A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é uma das regiões escolhidas pela Petrobras para buscar novas reservas de petróleo e gás. A estratégia considera a necessidade de reposição das reservas a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar.
As descobertas em países vizinhos, como Guiana e Suriname, reforçam as expectativas sobre o potencial petrolífero da área brasileira. No Plano de Negócios 2026–2030, a Petrobras prevê US$ 2,5 bilhões em investimentos na região e a perfuração de 15 novos poços.
A transformação desse potencial em produção depende dos estudos exploratórios, dos licenciamentos e da viabilidade dos projetos.



