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Proibição de bets ameaça contratos e amplia risco de apostas ilegais, diz entidade

Fabiana Bentes afirma que a medida rompe acordos com clubes, gera insegurança jurídica e não resolve o vício em apostas.

Proibição de bets ameaça contratos e amplia risco de apostas ilegais, diz entidade
Foto: Ricardo Stuckert/PT

A proibição das bets legalizadas pode romper contratos de clubes, gerar uma onda de processos contra o governo e fortalecer o mercado ilegal, afirma Fabiana Bentes, presidente do Sou do Esporte. Para ela, a medida provisória interrompe uma atividade regulamentada pelo Congresso e prejudica o planejamento financeiro das equipes.

As empresas pagaram 30 milhões de reais por autorização de funcionamento, além de recolherem impostos. Segundo Bentes, clubes mantêm acordos de dois ou três anos com casas de apostas e já incluíram esses recursos em orçamentos destinados à contratação de jogadores, patrocínios e investimentos.

“Não há segurança jurídica”, afirma a presidente. Na avaliação dela, as empresas podem recorrer à Justiça e pedir ressarcimento por valores pagos e contratos interrompidos. Bentes compara o possível impacto a um maremoto e diz que o problema não será resolvido de forma simples.

Apostas ilegais

Bentes afirma que o fim das bets legalizadas não elimina os efeitos nocivos das apostas. Sem fiscalização suficiente, sites clandestinos podem ocupar o espaço deixado pelas empresas autorizadas. Ela também diz que o bloqueio de páginas e transferências bancárias não basta, porque o país não teria tecnologia e estrutura adequadas para impedir a operação ilegal.

Para a presidente do Sou do Esporte, pessoas endividadas continuarão apostando, mas correrão maior risco de perder o dinheiro sem receber pagamentos. “Você não cura o vício assim”, diz.

Peso econômico do esporte

Um estudo sobre o PIB do esporte, liderado por Bentes e elaborado com metodologia da EY e dados do IBGE, calcula que o setor representa 1,69% do PIB brasileiro, o equivalente a 183,4 bilhões de reais, e está ligado a 3,3 milhões de postos de trabalho. Os clubes respondem por 4,41%, ou 8,1 bilhões de reais, dentro desse universo.

A pesquisa foi feita em 2024, com dados de 2023, e publicada em 2025. As apostas esportivas não entraram no cálculo porque ainda não havia regulamentação nem dados gerais confiáveis. Uma nova análise deve começar nos próximos dois meses, avançar até 2027 e considerar o ano de 2025. O estudo será financiado por emenda do senador Carlos Portinho (PL).

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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