O índice Clarivate Citation Laureates já identificou 89 vencedores do Prêmio Nobel desde 2002 e registrou 6 acertos no ano passado. A lista oficial de 2026 ainda não foi divulgada, mas os pesquisadores mais citados ajudam a indicar nomes associados à inteligência artificial, à economia de dados e às mudanças tecnológicas.
O vencedor do Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 tem anúncio previsto para 12 de outubro. A Real Academia Sueca de Ciências mantém em sigilo os indicados oficiais por 50 anos, o que impede a confirmação antecipada dos concorrentes.
David Autor, do MIT, aparece entre os possíveis nomes. Seu trabalho analisa como a automação e as mudanças tecnológicas alteram a estrutura salarial global e ampliam a desigualdade de renda. Lawrence F. Katz, de Harvard, pesquisa a economia do trabalho e a relação entre o sistema educacional, o avanço tecnológico e a desigualdade salarial.
Susan Athey, de Stanford, é associada à aplicação de machine learning e inferência causal na microeconomia. Victor Chernozhukov, do MIT, desenvolveu ferramentas matemáticas de alta dimensão para extrair relações de causa e efeito a partir do Big Data.
Outras possibilidades
A escolha também pode se voltar à crise climática. Partha Dasgupta, de Cambridge, defende a inclusão da biodiversidade e dos ecossistemas naturais nos modelos macroeconômicos. Sua tese é que a destruição do capital natural reduz a riqueza real das nações.
O histórico recente inclui pesquisas sobre transformações sociais, institucionais e tecnológicas. Em 2025, Philippe Aghion, Peter Howitt e Joel Mokyr foram reconhecidos pelo estudo do crescimento econômico impulsionado pela destruição criativa. Em 2024, Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson receberam o prêmio por demonstrar a influência de governos democráticos fortes sobre a riqueza ou a pobreza de um país. Em 2023, Claudia Goldin foi premiada por analisar a evolução das mulheres no mercado de trabalho, a desigualdade salarial, a maternidade e a participação feminina na economia.



