O Itaú (ITUB4) é o banco com a recomendação mais favorável entre as instituições analisadas. O Bank of America elevou o preço-alvo da ação para R$ 51 e manteve a indicação de compra, citando a capacidade do banco de atravessar as oscilações da economia brasileira.
A avaliação considera que o Itaú construiu uma carteira de crédito mais segura e conservadora ao longo dos anos. Para os analistas, esse perfil reduz o risco de resultados negativos inesperados e sustenta a expectativa de bons resultados, com rentabilidade acima da dos concorrentes.
Banco do Brasil tem avaliação neutra ou de venda
O Banco do Brasil (BBSA3) enfrenta uma perspectiva mais difícil. A XP Investimentos revisou o preço-alvo para R$ 21 e manteve recomendação neutra. O Bank of America reduziu o preço-alvo para R$ 20 e manteve a indicação de venda.
Os analistas avaliam que o banco pode não atingir a projeção de lucro de R$ 17,6 bilhões. O Bank of America também aponta incertezas sobre os efeitos da reestruturação das dívidas rurais.
Para o Bradesco (BBDC4), o banco norte-americano espera uma recuperação mais lenta. A previsão é de que o crescimento dos lucros volte a ganhar força somente no segundo semestre de 2027. Mesmo após reduzir o preço-alvo em R$ 3, o Bank of America manteve a recomendação de compra.
Nubank tem potencial, mas depende do crédito
A Empiricus considera que o Nubank (ROXO34) ainda tem potencial, apesar do risco de inadimplência. A casa estima que o lucro da instituição possa crescer, em média, 55% ao ano nos próximos três anos.
O crédito é o principal motor do lucro do Nubank. Ainda assim, a Empiricus avalia que a expansão internacional, o crescimento da companhia e a base de 123 milhões de clientes tornam a ação barata.
O cenário analisado inclui juros altos, endividamento das famílias de 82% em julho e aumento das recuperações judiciais.



