SÃO PAULO — O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) firma compromissos para comprar ativos corporativos em São Paulo por R$ 340,3 milhões. As operações envolvem o Edifício Morumbi, na Avenida Morumbi, e 10 unidades do Thera Corporate – Torre 3, na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini.
A aquisição das lajes do Thera Corporate soma R$ 249,3 milhões. Os imóveis ficam nos 3º, 4º, 16º, 17º e 18º pavimentos. O negócio é firmado com o Hedge AAA (HAAA11) e prevê pagamento em duas etapas.
A primeira parcela, de R$ 95,3 milhões, será quitada no encerramento da 13ª emissão de cotas do TRXF11, que está em andamento. O fundo vendedor poderá compensar esse valor com créditos da subscrição de papéis do TRXF11. Os R$ 154 milhões restantes serão pagos até 12 de junho de 2030, com correção pela variação positiva do IPCA e juros de 9,20% ao ano.
Edifício Morumbi
O TRXF11 pagará R$ 90,9 milhões pelo Edifício Morumbi. Desse total, R$ 60,6 milhões correspondem à totalidade das cotas da HOFC Empreendimentos Imobiliários, proprietária do imóvel, e R$ 30,3 milhões ao usufruto, atualmente detido pelo Hedge Office Income (HOFC11).
A parcela do usufruto será paga na data de liquidação, com possibilidade de compensação por créditos da subscrição de cotas do TRXF11 pelo HOFC11. Na compra das cotas da HOFC Empreendimentos, R$ 35,3 milhões serão pagos inicialmente. Os R$ 25,3 milhões restantes vencem até 12 de junho de 2030, com correção pelo IPCA e juros de 9,20% ao ano.
Os compromissos também preveem indenização de performance dos fundos vendedores ao TRXF11 por 24 meses após a transmissão da posse. A referência mensal é de R$ 1,747 milhão para o Thera Corporate e de R$ 766 mil para o Edifício Morumbi. O HOFC11 ficará responsável pela execução e pelos custos do retrofit do sistema de ar-condicionado do edifício.
A conclusão depende do cumprimento de condições usuais, incluindo a aprovação dos cotistas do HOFC11 e do HAAA11 em consultas formais com encerramento previsto para 21 de setembro de 2026. A operação do Thera Corporate também depende da anuência dos titulares dos Certificados de Recebíveis Imobiliários que têm os imóveis como garantia.
IFIX
O IFIX encerrou a última sexta-feira (11) aos 3.748,63 pontos, com alta de 0,04%. Desde o início de setembro, acumula queda de 0,38%. No acumulado de 2026, recua 0,71%.
No pregão (11), o RBRP11 subiu 5,39%, seguido por MFII11, com alta de 2,92%, e BRCR11, com avanço de 2,52%. Entre as quedas, o URPR11 recuou 1,74%, o TOPP11 caiu 1,67% e o KORE11 perdeu 1,65%.



