A Monte Bravo altera a carteira recomendada para setembro. A corretora zera as posições em Aura Minerals (AURA33), Nvidia (NVDC34) e Alphabet (GOGL34), que representavam 17,5% da composição. No lugar, inclui o IVVB11, ETF que replica o índice S&P 500.
Também aumentam as participações em Vale (VALE3), Suzano (SUZB3) e Mercado Livre (MELI34). Cada uma passa de 5% para 7,5% da carteira. A equipe de análise relaciona a decisão ao conforto com as teses dessas empresas e ao fato de elas terem receita ou preço atrelados ao dólar.
Motivos para as mudanças
A saída de Aura Minerals ocorre após a análise do cenário geopolítico e da alta das taxas de juros reais nos Estados Unidos. Esses fatores pressionam o preço do ouro, principal ativo da mineradora. Para a Monte Bravo, a relação entre risco e retorno da posição piora, o que justifica a zeragem da alocação, mesmo com a perda do hedge em um período próximo às eleições.
Nas posições de Nvidia e Alphabet, a corretora considera que o potencial de valorização diminuiu após o desempenho positivo recente dos papéis. A opção pelo IVVB11 busca manter a exposição ao mercado norte-americano com menor risco específico e uma carteira mais diversificada.
A composição é dividida em três categorias. A Carteira Estrutural responde por 67,50% e reúne empresas consolidadas, com histórico de bons resultados e geração de valor no longo prazo. A Carteira Momento representa 15% e concentra ações com tendência de alta no curto prazo e bom desempenho recente. Já Oportunidades da Bolsa corresponde a 17,50% e reúne teses de turnaround, ativos descontados ou com gatilhos de valorização no curto e médio prazo.



