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Ações mais recomendadas por 15 instituições para setembro

Levantamento reúne 52 ações e 145 recomendações em meio à alta de 12% do Ibovespa após quedas em agosto.

Ações mais recomendadas por 15 instituições para setembro

O Ibovespa acumula uma alta de 12% em poucas sessões depois das quedas registradas em agosto. Entre os fatores que pressionaram o mercado estavam a crise de crédito, a Selic mais alta, os riscos geopolíticos e a piora das contas do governo.

O BTG Pactual avalia que a bolsa brasileira chega a setembro com valuations atrativos, juros reais elevados e incertezas fiscais e eleitorais. O banco afirma que os ativos domésticos já incorporam parte relevante dos riscos fiscais, enquanto o real ainda não refletiria completamente esse cenário.

A instituição também considera que a bolsa está barata. Excluindo Petrobras e Vale, o Ibovespa era negociado a 9,7 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, cerca de um desvio-padrão abaixo da média histórica. Para o BTG, uma melhora da percepção fiscal poderia reduzir os juros longos e destravar gatilhos para os ativos domésticos.

Ações citadas nas carteiras

A Vale divide as recomendações. O Safra reduziu a exposição à mineradora para abrir espaço para a Gerdau, sem apontar necessariamente uma deterioração da tese da companhia. A preferência está relacionada à expectativa de um cenário mais favorável para a produção e os custos da siderúrgica a partir do segundo semestre.

O Safra também considera possível que o minério de ferro se sustente próximo de US$ 100 por tonelada, com espaço limitado para uma queda mais acentuada diante da curva de custos do setor.

A Ágora mantém a Vale em sua carteira por causa do valuation descontado e do potencial de retorno de caixa. A corretora destaca o múltiplo de EV/Ebitda deprimido, o dividend yield elevado, o custo C1 competitivo, a disciplina de capital e o processo de desalavancagem.

Entre os possíveis gatilhos para a ação, a Ágora cita estímulos à economia chinesa, avanços na produção de cobre e níquel e a resolução de passivos.

As ações do Itaú Unibanco caíram cerca de 10% em dólar em agosto, mas o BTG mantém a visão de investimento. Para o banco, o Itaú é a principal tese de qualidade entre os bancos e o preferido no segmento de large caps.

A avaliação considera a qualidade dos ativos, a gestão de risco e a solidez do balanço. O BTG afirma que as ações são negociadas a 7,6 vezes o lucro projetado para 2027, múltiplo considerado atrativo diante da capacidade do banco de atravessar um eventual ciclo de crédito mais adverso.

A Axia Energia também permanece entre as preferências do BTG Pactual. A tese está ligada à perspectiva positiva para os preços de energia e ao volume de energia disponível para venda, que pode contribuir para uma geração de caixa mais forte.

O banco estima que a alavancagem da empresa fique abaixo de 3 vezes neste ano e recue para 2,1 vezes em 2027. Também projeta dividend yield médio de 10% para a Axia entre 2027 e 2029 e uma TIR real de 13%.

Levantamento

As carteiras analisadas indicaram 52 ações para setembro, somando 145 recomendações. O levantamento considerou informações divulgadas por 15 instituições, entre elas Ágora Investimentos, Andbank, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Daycoval, Empiricus Research, Itaú BBA, Planner, RB Investimentos, Santander, Terra Investimentos e XP Investimentos.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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