O Safra elevou de US$ 320 para US$ 350 o preço-alvo das ações da Nvidia (NVDC34/NVDA). A nova projeção indica potencial de valorização de 52% ante a cotação atual, próxima de US$ 230,36.
O banco identifica espaço para crescimento com o aumento da demanda por infraestrutura de inteligência artificial agêntica. Os compromissos de fornecimento da Nvidia passaram de cerca de US$ 119 bilhões no trimestre anterior para aproximadamente US$ 279 bilhões, com possibilidade de chegar a US$ 350 bilhões. Mais da metade desse montante está ligada a componentes de memória, usados no processamento de IA.
Projeções de receita e margens
Para o Safra, uma estimativa de crescimento de 70% é conservadora. O banco afirma que os papéis são negociados a cerca de 14 vezes o lucro projetado para o ano fiscal de 2028, abaixo das aproximadamente 19 vezes do S&P 500.
A avaliação considera que a Nvidia apresenta trajetória de expansão e geração de caixa superior à de grande parte das empresas de tecnologia. O modelo do banco projeta receita próxima de US$ 1 trilhão e lucro por ação de cerca de US$ 23 até o ano fiscal de 2029, pelo padrão GAAP.
O Safra revisou as margens brutas GAAP da companhia para 73,7% em 2027 e 72,4% em 2028. A mudança reflete custos de insumos mais altos, absorvidos parcialmente pela empresa para manter um custo total de propriedade atraente para os clientes.
Riscos apontados
Mesmo após os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), investidores continuam questionando a possibilidade de uma bolha de IA e o prazo para a chegada dos retornos.
Entre os riscos listados pelos analistas estão uma implantação mais lenta da infraestrutura de IA e a falta de capacidade para componentes críticos, como memória HBM, substrato, wafer e embalagens avançadas. A inflação de custos também pode superar o previsto em acordos de longo prazo.
O relatório ainda aponta a possibilidade de maior adoção de aceleradores personalizados, transições anuais de arquitetura com dificuldades de execução, maior exposição do balanço por garantias de infraestrutura e contratos de participação em receita, além de restrições geopolíticas.



