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Mapa de Trump leva chanceler islandesa a chamar embaixador americano

Ministério das Relações Exteriores da Islândia considera inadequada a imagem que identifica a ilha e outros territórios como parte dos EUA.

Mapa de Trump leva chanceler islandesa a chamar embaixador americano
Foto: Truth Social/Reprodução

A ministra das Relações Exteriores, Thorgerdur Gunnarsdottir, chama o embaixador dos Estados Unidos no país, Billy Long, para tratar de um mapa publicado por Donald Trump na Truth Social. A imagem identifica a Islândia e outros territórios como parte dos EUA, sem apresentar explicação para a representação.

O desenho cobre com a bandeira americana os Estados Unidos, a Islândia, o Canadá, a Groenlândia, o México, a América Central e o Caribe. Toda a área aparece sob a identificação “Estados Unidos da América”. Long assumiu formalmente o posto no mês passado.

Reação do governo islandês

O Ministério das Relações Exteriores da Islândia afirma que a posição do país foi transmitida ao representante americano e classifica a publicação como inadequada. “A posição foi claramente expressa de que a publicação foi completamente inadequada”, declarou a pasta.

O episódio ocorre durante uma sequência de declarações de Trump sobre o interesse em anexar a Groenlândia, território autônomo dinamarquês. A questão provoca atritos entre Washington e Copenhague, que são membros fundadores da Otan, e gera preocupação em outros países europeus.

A divulgação do mapa coincide com uma nova manifestação de apoio europeu à Groenlândia. Horas antes, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, anuncia um pacote de 200 milhões de euros, valor descrito como superior a R$ 1 trilhão na cotação atual, para o território dinamarquês.

Ao concluir uma visita de dois dias à ilha, Von der Leyen declara que a Europa estará “mais presente e mais engajada na Groenlândia e no Ártico”. Trump sustenta que Washington precisa controlar a Groenlândia por razões de segurança nacional, mas descarta, no início deste ano, anexá-la à força.

No mês passado, os islandeses rejeitam, em referendo, a retomada das negociações para a entrada do país na União Europeia. As intenções de Trump sobre a Groenlândia integram o contexto do debate, enquanto defensores da aproximação com o bloco citam a dependência dos Estados Unidos como argumento a favor da mudança.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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