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Venda de dívidas inadimplentes pode movimentar R$ 40 bilhões em 2026

Carteiras de clientes em atraso já movimentaram 17 bilhões de reais no primeiro semestre, com avanço de fintechs e varejistas.

Venda de dívidas inadimplentes pode movimentar R$ 40 bilhões em 2026
Foto: Divulgação/Divulgação

Empresas brasileiras estão ampliando a venda de carteiras de clientes inadimplentes para antecipar caixa e transferir a cobrança a companhias especializadas. O mercado movimentou 17 bilhões de reais no primeiro semestre e pode chegar a 40 bilhões de reais em 2026, segundo estimativa da Recovery, empresa do grupo Itaú que compra e cobra essas dívidas.

A projeção supera os 34 bilhões de reais negociados em 2025. Para alcançar os 40 bilhões de reais estimados, cerca de 23 bilhões de reais ainda precisariam ser vendidos no segundo semestre. A Recovery espera que, nessa etapa, mais instituições passem a recorrer à cessão de créditos que antes eram cobrados internamente.

O número de empresas que venderam essas carteiras subiu de 26 para 30 entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025. Entre as fintechs, o total passou de oito para dez. No varejo, aumentou de quatro para sete. Indústria, agronegócio e setor imobiliário também começaram a participar, embora em menor escala.

Pressão sobre o caixa e os balanços

A operação permite que a empresa aceite um desconto sobre o valor devido, receba à vista e transfira o risco da recuperação. Com juros elevados e maior seletividade dos bancos, a venda se tornou uma alternativa de liquidez para companhias que precisam liberar recursos.

Desde 2025, instituições financeiras também enfrentam novas regras do Banco Central para reconhecer perdas esperadas com crédito. O processo de transição ainda afeta o capital dessas instituições em 2026 e aumenta a discussão sobre o impacto de manter créditos deteriorados por períodos prolongados.

A demanda por esse mercado é reforçada pelo número de consumidores inadimplentes. Em agosto, 73,71 milhões de pessoas estavam nessa situação, o equivalente a 43,9% da população adulta. Embora o total tenha recuado em relação a julho, a quantidade de dívidas em atraso cresceu 10,28% em doze meses. Os bancos respondiam por 65,8% dos débitos registrados.

A Recovery administra mais de 144 bilhões de reais em créditos inadimplidos e tem mais de 33 milhões de pessoas com dívidas ativas em sua base. Para os compradores, a operação depende de adquirir os créditos por um valor baixo o suficiente para permitir ganho com a recuperação de parte da dívida. Quanto menor a capacidade de pagamento, maior tende a ser o desconto exigido.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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