Os golpes envolvendo sites falsos, WhatsApp e redes sociais foram os mais contestados por clientes do Santander no primeiro semestre de 2026. Na sequência aparecem as fraudes de falso investimento e falsa central, de acordo com levantamento do banco enviado em 15.
As páginas fraudulentas imitam bancos, lojas, serviços de streaming e outras plataformas. O Santander recomenda desconfiar de promoções muito vantajosas, não abrir links ou anexos de remetentes desconhecidos e verificar o endereço eletrônico antes de informar qualquer dado.
No WhatsApp, os criminosos usam fotos de familiares ou conhecidos e dizem ter trocado de número. Depois, solicitam transferências por Pix com justificativas urgentes, como dívidas ou problemas bancários. A orientação é confirmar a mudança por ligação telefônica e ativar a confirmação em duas etapas no aplicativo.
Outras abordagens
Nas redes sociais, os golpes podem envolver invasão de perfis legítimos ou anúncios patrocinados com ofertas falsas, produtos abaixo do preço de mercado e promessas de ganhos. O banco recomenda conferir a promoção no site oficial da empresa.
No falso investimento, criminosos oferecem aplicações com supostos retornos elevados por WhatsApp, redes sociais e e-mail. Eles podem se apresentar como funcionários de bancos ou corretoras. A recomendação é verificar a instituição e a oferta em fontes confiáveis antes de tomar uma decisão.
A falsa central também aparece entre os golpes contestados. Os criminosos simulam contatos sobre prova de vida, bloqueio do ID Santander ou validações de segurança. Em outros casos, alegam que houve uma movimentação suspeita e tentam convencer a vítima a fazer uma transação ou fornecer informações para cancelar a operação.
Leandro Granja, CISO do Santander, afirma que a engenharia social explora o estado emocional da vítima no momento da decisão. O banco passou a usar alertas preventivos durante transações sensíveis e confirmações adicionais para compras e pagamentos.
O Santander diz investir há quase 30 anos no uso de dados contra golpes e fraudes. A estrutura inclui machine learning, biometria comportamental, análise de transações em tempo real, sinais de dispositivos e monitoramento 24 horas por dia.
O banco afirma que não solicita transferências para cancelar compras suspeitas ou Pix indevidos. Também orienta clientes a não informar dados pessoais, bancários, senhas, códigos de segurança, dados de acesso, foto de QR Code ou código de validação do ID Santander durante contatos não solicitados. Procedimentos indicados por supostos funcionários em caixas eletrônicos também não devem ser seguidos.



