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Justiça

Crise no STF transforma atos de 7 de setembro em teste político

Revelações sobre mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes colocam o funcionamento das instituições no centro das manifestações.

Crise no STF transforma atos de 7 de setembro em teste político
Foto: Wallace Martins/STF

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal muda o foco das manifestações de 7 de setembro. O que deveria ser uma disputa entre projetos de país passa a girar em torno do funcionamento das instituições brasileiras e da resposta do STF às revelações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Na semana passada, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento mostra que Vorcaro acionava Moraes enquanto tentava se livrar de investigações sobre fraudes bilionárias. As mensagens incluem pedidos para barrar apurações, obter detalhes de processos sigilosos e influenciar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, contra a prisão do banqueiro.

No período das trocas de mensagens, Vorcaro mantinha contratos multimilionários com a família de Moraes. Uma das minutas de negócios com o escritório de advocacia da mulher do ministro chegou a ser revisada pelo banqueiro.

Reação no Supremo

Moraes reagiu à decisão de Mendonça incluindo o colega no inquérito das Fake News e enviando ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido para investigar o relator do caso Master por diferentes crimes. Fachin retirou o episódio do inquérito, abriu prazo para os citados se manifestarem e afirmou que nada seria abafado.

A disputa interna coloca o Supremo diante do dilema de investigar ou não a conduta de Moraes. Movimentos para retirar as apurações do gabinete de Mendonça e anular o caso Master podem beneficiar Vorcaro antes de eventuais revelações. O banqueiro tenta fechar um acordo de delação premiada e afirma que pretende fazer uma “confissão pública”.

Atos e impacto político

Em São Paulo, a manifestação da oposição terá a presença de Flávio Bolsonaro. Luiz Inácio Lula da Silva participa do desfile na Capital Federal, com temas como soberania nacional, vacinação e combate ao feminicídio. Lula defendeu a investigação das revelações sobre Moraes.

A crise também alcança o Palácio do Planalto e o Senado. Davi Alcolumbre é apontado como principal defensor de Moraes e tem barrado pedidos de impeachment de ministros do Supremo. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o sistema está podre e precisa ser reformado.

O papel de Fachin é considerado fundamental para impedir o agravamento da crise. Há uma sinalização de que o STF pode deixar o tema para depois das eleições. A mobilização, que também recebeu adesão de integrantes das igrejas católica e evangélica, deve servir de termômetro para políticos e ministros do Supremo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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