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Justiça

Defesa de Bolsonaro pede ao STF nova suspensão da pena por provas digitais

Advogados alegam que parecer técnico aponta falhas na cadeia de custódia, mas documento não afirma que os arquivos foram adulterados.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF nova suspensão da pena por provas digitais

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova revisão criminal e voltou a pedir a suspensão do cumprimento da pena imposta no processo sobre a trama golpista. O pedido foi protocolado em 25 de setembro.

Os advogados sustentam que um parecer técnico recente aponta limitações para verificar a origem e o processamento de parte das provas digitais usadas na ação penal. O documento é classificado como prova nova, mas não conclui que os arquivos tenham sido adulterados.

“Não se objetiva, esclareça-se desde logo, um segundo julgamento do feito”, afirmou a defesa, ao dizer que a revisão se baseia em fatos novos, prova nova e na alegação de que a condenação representa grave injustiça.

Cadeia de custódia

A defesa concentra o argumento na cadeia de custódia, formada pelos procedimentos que registram o caminho de uma prova desde a obtenção até o uso no processo. Em relação a arquivos digitais, esses registros permitem verificar a origem e a integridade do material.

Segundo os advogados, não foi possível conferir integralmente a origem e o processamento de parte dos dados analisados. Eles também afirmam que não tiveram tempo suficiente para examinar as provas, entregues horas antes da instrução, que durou cerca de uma quinzena.

A defesa sustenta ainda que a cadeia de custódia não poderia ser verificada nas condições dadas durante o processo. O parecer, porém, não aponta adulteração do conteúdo.

Comparação com outro procedimento

A nova revisão cita manifestações recentes de ministros do STF sobre o acesso a provas digitais e a análise de grandes volumes de dados. Os advogados mencionam uma discussão ocorrida no Supremo em setembro, em outro procedimento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Na ocasião, ministros teriam solicitado acesso à íntegra da mídia usada como base para um relatório da Polícia Federal. A defesa compara a situação com o processo contra Bolsonaro e afirma que pediu acesso integral aos celulares apreendidos, inclusive ao aparelho do ex-presidente, mas teve o requerimento negado.

Os advogados dizem que prevaleceu o entendimento de que os relatórios de análise produzidos pela Polícia Federal eram suficientes, sem a entrega dos dados brutos. Também destacam que Moraes questionou a ausência desse material e observou que um relatório pode conter apenas uma seleção dos dados apreendidos.

Pedido de relatoria

A defesa solicita que a nova revisão seja encaminhada ao ministro Kassio Nunes Marques por prevenção. Ele é relator de outra revisão apresentada em maio contra a mesma condenação.

A revisão por prevenção direciona ao mesmo relator um processo relacionado a outro que já tramita no tribunal. A defesa afirma que os dois casos questionam a mesma condenação e tratam de temas relacionados. O pedido anterior continua em tramitação.

A estratégia mudou em um curto intervalo. Em 24 de setembro, os advogados pediram a suspensão da pena, desistiram posteriormente e mantiveram a revisão criminal. No dia seguinte, protocolaram uma nova revisão e voltaram a solicitar ao STF a suspensão da pena.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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