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Justiça

Gilmar Mendes vê politização do TSE como risco às eleições de 2026

Ministro defende fiscalização por partidos e Ministério Público e alerta para interferências externas, inteligência artificial e atuação interna da Justiça Eleitoral.

Gilmar Mendes vê politização do TSE como risco às eleições de 2026

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que a politização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ameaça a legitimidade das eleições de 2026. Em manifestação nas redes sociais, ele defende a imparcialidade da Justiça Eleitoral e diz que os riscos ao processo podem vir tanto de fora quanto das próprias instituições responsáveis pelo pleito.

“Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral”, declarou. Gilmar também afirmou que integrantes do TSE que tentarem envolver a Corte em proselitismo partidário devem avaliar se têm condições de continuar no exercício das funções.

Fiscalização e supervisão

O ministro defende que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral acompanhem a atuação da Justiça Eleitoral e recorram aos instrumentos previstos na legislação diante de situações que possam comprometer a imparcialidade dos julgamentos. A preocupação, segundo ele, é preservar a paridade de armas entre as candidaturas e evitar decisões orientadas por preferências político-partidárias.

Gilmar afirma ainda que o STF continuará supervisionando a atuação do TSE e poderá intervir quando considerar necessário para garantir o cumprimento da Constituição e dos precedentes da Suprema Corte.

A manifestação ocorre em meio a preocupações sobre possíveis interferências dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviado ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao TSE, aponta tendência de aumento da pressão norte-americana sobre o Brasil. O documento relaciona essa política a objetivos estratégicos dos Estados Unidos na América Latina, incluindo disputas por ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestrutura.

Tensão no STF e inteligência artificial

O posicionamento foi divulgado poucos dias após uma sessão do STF marcada por divergências sobre as investigações relacionadas ao caso Banco Master. Na sessão de 15 de setembro, Gilmar acusou o ministro André Mendonça de viés político-eleitoral ao tratar das conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça rejeitou as acusações e classificou as declarações como levianas.

Gilmar também alerta para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos capazes de enganar eleitores. Entre os exemplos mencionados estão uma imagem manipulada sobre uma suposta alteração na data do primeiro turno e uma publicação que convocava pessoas a “retomar Brasília, como fizemos em 8 de janeiro”.

Neste mês, o TSE estabeleceu critérios para caracterizar deepfakes nas eleições de 2026. A definição inclui conteúdos sintéticos produzidos ou manipulados por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, com realismo ou verossimilhança, que criem, reproduzam ou alterem imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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