O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, defende que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mencionados nas investigações sobre o Banco Master colaborem integralmente com as apurações.
Haddad afirma que qualquer pessoa citada em uma investigação deve ter interesse na conclusão do trabalho das autoridades, independentemente de cargo, posição política ou ideologia. “Se você está mencionado em uma investigação, você tem que torcer para a investigação chegar até o final”, declarou.
O ex-ministro evita identificar os integrantes do STF aos quais se refere. Ele sustenta que o Ministério Público e a Polícia Federal devem ter liberdade para verificar as informações e estabelecer se houve ou não irregularidades. “O que vale para Chico tem que valer para Francisco. Todo mundo está regido pelo mesmo ordenamento jurídico”, afirmou.
Dados e documentos
Haddad diz que, se fosse pessoalmente mencionado em uma investigação, disponibilizaria aos investigadores seus dados e documentos, sem esperar medidas para quebra de sigilo. Para ele, quem não cometeu irregularidades deve contribuir para que os fatos sejam esclarecidos.
A presença de nomes em mensagens, contratos ou outros materiais investigativos não comprova, por si só, a participação em irregularidades. A definição sobre eventuais ilícitos cabe às autoridades responsáveis pelas apurações.
Haddad também defende que as investigações sobre o Banco Master avancem até o fim. Ele afirma que as suspeitas relacionadas a operações financeiras, fundos de pensão, CDBs, precatórios e outras transações precisam ser esclarecidas, com responsabilização caso as irregularidades sejam comprovadas. “Esse caso não pode terminar em pizza”, disse.
O ex-ministro pede ainda mais transparência sobre as investigações antes das eleições, para que os eleitores tenham acesso às informações disponíveis.
Ao comentar a crise no STF, Haddad a classifica como “a coisa mais lamentável das últimas décadas”. Ele também critica uma paralisação prolongada das apurações relacionada ao pedido de vista do ministro Flávio Dino.



