SÃO PAULO — O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, defende a PEC da Segurança Pública como instrumento de combate ao crime organizado. A proposta prevê a criação de um banco de dados com informações sobre grupos criminosos.
O tema é discutido nesta segunda-feira (14/9), durante a quarta edição do Seminário Brasil Hoje, promovido pela Esfera Brasil em São Paulo. A proposta apresentada no evento prevê a integração de informações produzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e por forças de segurança estaduais.
A partir desse levantamento, a medida busca fortalecer investigações sobre lavagem de dinheiro praticada por empresas legítimas a serviço de grupos ligados ao tráfico internacional de drogas. Para Vinicius de Carvalho, as organizações criminosas ampliam a atuação em atividades econômicas formais.
“A integração da agenda de combate ao crime organizado pode garantir a nacionalização de uma estratégia com foco econômico”, afirma o ministro. Ele também defende a verificação de falhas regulatórias em setores mais expostos a esse tipo de atuação.
O advogado criminalista Pierpaolo Bottini diz que é necessário rastrear os valores provenientes do crime organizado. Ele afirma: “Se não for possível padronizar as estatísticas e criar um sistema de inteligência nacional, não será viável combater essa estrutura complexa e sofisticada.”
Mário Sarrubbo, membro do Conselho Nacional de Segurança Pública e Social, afirma que a PEC estabelece um caminho de governança para uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado. A criminalista Marina Brecht também defende programas de prevenção à lavagem de dinheiro diante do risco de entrada de grupos criminosos em operações formais.



