O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, em fevereiro, analisar um relatório da Polícia Federal que apontava indícios de que o ministro Dias Toffoli seria o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” de um ativo do fundo de investimento Arleen. O fundo recebeu 35 milhões de reais do banqueiro Daniel Vorcaro.
O relatório também registrava que Vorcaro considerava os depósitos no fundo um compromisso inadiável. Ao saber que um dos repasses não havia sido feito, ele ordenou urgência no pagamento e entrou em contato com Toffoli. Em uma mensagem ao cunhado, responsável por operar os pagamentos, o banqueiro afirmou que o atraso o havia deixado em “situação ruim”.
Decisão dos ministros
Em reunião fechada realizada em fevereiro, os dez ministros do STF entenderam que não havia necessidade de declarar a suspeição de Toffoli, que era o relator das investigações sobre o Banco Master. No mesmo encontro, porém, o ministro concordou em deixar a relatoria do caso.
Em nota conjunta, os magistrados afirmaram: “Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”.
André Mendonça foi sorteado como novo relator no mesmo dia. Desde então, a investigação foi ampliada e passou a alcançar diversas autoridades.
O ministro Alexandre de Moraes é o alvo mais recente. Na próxima semana, o plenário do STF decidirá se abre uma apuração contra ele com base na troca de mensagens mantida com Vorcaro.



