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Justiça

TRE-BA manda retirar vídeos de campanha gravados em obras públicas

Conteúdos devem sair do Instagram em 24 horas, sob multa diária de R$ 2 mil; pedido de condenação ainda será analisado.

TRE-BA manda retirar vídeos de campanha gravados em obras públicas

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determina a remoção imediata de vídeos de propaganda eleitoral gravados em áreas de obras públicas no município de Rio Real, na Bahia. O material foi publicado no Instagram e deve ser retirado em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral, que recebeu a denúncia por meio do canal eletrônico do Ministério Público Federal. A apuração identifica como responsáveis pelos vídeos o prefeito Giancarlo Alves de Alcântara Souza, conhecido como Jan da Laranja, e o vice-prefeito Everson Costa Souza, o Binho de Vera.

As gravações ocorreram em agosto, em canteiros de obras públicas interditados ao público por tapumes. Entre os locais usados estão a feira livre municipal e a estação ferroviária, que passa por reforma. Com adesivos, bonés e outros adereços partidários, os gestores pediram votos para candidatos do grupo político e divulgaram slogans de campanha.

Uso da estrutura pública

Para o Ministério Público Eleitoral, a utilização desses espaços caracteriza uso da função pública em benefício eleitoral. A representação afirma que os gestores transformaram patrimônio público de acesso restrito em cenário para gravações de campanha, o que violaria o artigo 73, inciso I, da Lei das Eleições.

O órgão também sustenta que o uso de locais fechados aos demais concorrentes compromete a igualdade de oportunidades entre candidatos, em desacordo com o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

O Ministério Público Eleitoral pede a condenação dos representados por conduta vedada, sob a alegação de uso de imóvel da administração pública em benefício da campanha. Esse pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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