O BRICS prioriza a integração de seus novos membros e países parceiros antes de iniciar outra rodada de adesões. A avaliação é de uma fonte do governo da Índia, que comenta nesta segunda-feira (7) as perspectivas de expansão do grupo.
Nos últimos dois anos, o bloco passou de cinco para 11 membros e incorporou dez países parceiros. A ampliação aumentou a dimensão e a complexidade da coordenação interna, segundo a autoridade indiana.
A cooperação do BRICS se organiza em 35 áreas no nível de ministros e chefes de agências. A fonte afirma que a prioridade atual é envolver os novos participantes nos mecanismos e processos mantidos pelo grupo.
Novas adesões dependerão de consenso
A consolidação da composição atual não impede futuras ampliações. Qualquer entrada, porém, deve seguir os procedimentos acordados e depender da concordância de todos os integrantes.
“Quaisquer discussões futuras sobre o assunto continuarão a se basear no consenso de todos os membros do grupo”, afirma a fonte do governo da Índia.
O agrupamento é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Indonésia. Brasil, Rússia, Índia e China criaram o grupo em 2006; a África do Sul entrou em 2011.
Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia ingressaram em 1º de janeiro de 2024. A Indonésia passou a integrar o BRICS em 6 de janeiro de 2025.
A categoria de países parceiros inclui Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A Nigéria entrou nessa categoria em 17 de janeiro, e o Vietnã, em 14 de junho.
A estratégia descrita pela autoridade indiana é transformar a expansão formal em participação efetiva nas áreas de cooperação do bloco antes de avaliar novas adesões.




