Representantes dos países do BRICS avançam nas negociações para concluir a declaração conjunta da cúpula antes da chegada dos chefes de Estado à Índia, prevista para a próxima sexta-feira (11). Os negociadores ainda discutem a redação de temas geopolíticos considerados sensíveis.
A reunião dos sherpas realizada ontem reduziu as diferenças que permaneciam no documento. Uma fonte diplomática afirmou que “As discussões foram positivas” e disse que os pontos pendentes se concentram principalmente na escolha das palavras para assuntos que ainda dependem de consenso.
Outro diplomata envolvido nas conversas afirmou que os países buscam uma linguagem que evite arrependimentos posteriores. As negociações agora ocorrem sob pressão de tempo, com o objetivo de entregar aos chefes de Estado uma minuta amadurecida e com menos espaço para impasses.
Os sherpas são altos representantes dos governos responsáveis por negociar a linguagem política dos comunicados antes dos encontros entre os líderes. Eles passam semanas trabalhando nos textos das cúpulas internacionais.
Outra fonte diplomática descreveu como construtivo o ambiente das reuniões. De acordo com esse relato, os países tentam construir uma declaração que expresse consenso real, sem apenas encobrir divergências.
Parte do trabalho está concentrada na formulação de trechos que possam ser aceitos por todos os integrantes do BRICS, sem que nenhum governo considere suas prioridades excluídas da versão final. Se o acordo for concluído, o resultado indicará a capacidade do bloco de formular posições comuns mesmo com seus membros atuando em direções distintas no cenário internacional.



