NOVA YORK — Um conjunto de 2. 977 drones ilumina o céu de Nova York para recriar os contornos das Torres Gêmeas do World Trade Center. A homenagem ocorre na quarta-feira, 9, às vésperas dos 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Intitulada “2. 977 Luzes sobre o Porto de Nova York”, a instalação é desenvolvida com a colaboração de familiares das vítimas, sobreviventes e equipes de socorro. O número de drones corresponde ao total de pessoas mortas nos ataques.
“Perdi meu marido, Tom, na Torre Norte. Cada luz individual que forma essa bela representação das Torres Gêmeas simboliza uma vida que foi ceifada, mas que continua viva”, afirma Terry Strada.
Memória e educação
Os ataques matam 2. 977 pessoas em Nova York, no Pentágono, nos arredores de Washington, e perto de Shanksville, na Pensilvânia. Mais de 9. 400 pessoas morrem posteriormente em consequência de doenças relacionadas à exposição a substâncias tóxicas, segundo o programa federal de acompanhamento médico.
A proximidade dos 25 anos também expõe uma mudança entre as gerações. Beth Hillman, presidente do Museu e Memorial do 11 de Setembro, afirma que cerca de 100 milhões de americanos ainda não tinham nascido ou eram jovens demais para lembrar dos ataques.
O memorial, que recebe 2,4 milhões de visitantes anualmente, passa a concentrar esforços em educação. Voluntários como Logan Miller, de 32 anos, que perde o avô e um tio nos atentados, compartilham relatos pessoais com os mais jovens. Segundo Miller, eles são “mais curiosos” e fazem mais perguntas.
O espaço é formado por dois grandes espelhos d’água instalados sobre as fundações das torres. Para visitantes como Holly Kafka, de 61 anos, a experiência presencial ajuda a preservar o legado dos ataques.
Uma pesquisa desta semana mostra que 60% dos americanos afirmam pensar periodicamente no atentado. Proporção semelhante apoiaria uma resposta militar diante de um novo episódio do tipo. Ao mesmo tempo, 48% dizem que a guerra no Afeganistão e 51% que a guerra no Iraque não valeram a pena. Os dois conflitos têm cerca de 20% de aprovação.
O levantamento indica ainda que cerca de 60% dos americanos consideram ao menos parcialmente eficiente a resposta do governo dos Estados Unidos na prevenção de novos atentados. Entre eleitores republicanos, a taxa chega a 80%.
A vigilância interna tem menos apoio: ao menos 65% se opõem ao monitoramento de comunicações eletrônicas de cidadãos comuns sem mandado judicial. A lei que permitia a prática, promulgada em 2008, expira há dois meses, enquanto a Casa Branca de Trump pede ao Congresso sua extensão.



