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Memorial do 11 de Setembro adapta homenagem para público que não viveu os ataques

Cerimônia em Nova York reúne autoridades e familiares, enquanto debate sobre Donald Trump e Zohran Mamdani marca os 25 anos dos atentados.

Memorial do 11 de Setembro adapta homenagem para público que não viveu os ataques
Foto: Spencer Platt/Getty Images

O Memorial e Museu do 11 de Setembro muda o foco para a educação ao marcar 25 anos dos ataques que derrubaram as Torres Gêmeas. Cerca de 100 milhões de americanos não tinham nascido ou eram jovens demais para lembrar do episódio, segundo Beth Hillman, presidente da instituição.

O memorial recebe 2,4 milhões de visitantes por ano. Voluntários compartilham relatos pessoais para explicar aos mais jovens a dimensão dos atentados. Logan Miller, de 32 anos, perdeu o avô e um tio e afirma que os jovens fazem mais perguntas do que os visitantes mais velhos.

A cerimônia desta sexta-feira ocorre sem Donald Trump em Nova York. O presidente participa de um ato no Pentágono, em Washington, enquanto o vice-presidente JD Vance representa o governo na cidade ao lado dos ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush. Familiares leem no Marco Zero os nomes das vítimas, seguindo a tradição iniciada no horário em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte.

A ausência de Trump ocorre em meio à resistência de conservadores à participação de Zohran Mamdani, primeiro prefeito muçulmano de Nova York. Rudy Giuliani, prefeito durante os atentados, pediu que Mamdani não participasse das cerimônias e disse estar ofendido com a presença dele no local.

Mamdani também criticou as autoridades que lideravam a cidade após os ataques. Ele anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos que, segundo ele, mostrariam que informações sobre a toxicidade do ar foram ocultadas. “As pessoas ficaram doentes porque os dirigentes em quem confiavam mentiram ao afirmar que poderiam respirar sem perigo um ar tóxico”, afirmou.

Mortes e legado

Além das 2.977 pessoas mortas nos Estados Unidos no dia dos ataques, mais de 9.400 morreram depois por doenças associadas à exposição a substâncias tóxicas, conforme o programa federal de acompanhamento médico.

Uma pesquisa desta semana mostra que 60% dos americanos ainda pensam periodicamente nos atentados. Proporção semelhante apoiaria uma resposta militar diante de um novo episódio do tipo. A maioria, porém, considera que as guerras no Oriente Médio posteriores aos ataques não valeram a pena: 48% fazem essa avaliação sobre o Afeganistão e 51% sobre o Iraque. Os dois conflitos têm cerca de 20% de aprovação.

O levantamento indica ainda que aproximadamente 60% dos americanos consideram ao menos parcialmente eficiente a resposta do governo dos Estados Unidos na prevenção de novos atentados. Entre eleitores republicanos, a taxa chega a 80%.

A vigilância interna tem menos apoio. Ao menos 65% dos americanos se opõem ao monitoramento, sem mandado judicial, de comunicações eletrônicas de cidadãos comuns por agências de inteligência. Uma lei promulgada em 2008 e que permitia a prática expirou há dois meses, enquanto a Casa Branca de Trump pediu ao Congresso a extensão da medida.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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