NOVA YORK — Os atentados de 11 de setembro de 2001 matam quase 3 mil pessoas em Nova York, na Virgínia e na Pensilvânia. Terroristas da Al Qaeda sequestram quatro aviões comerciais e lançam dois contra as Torres Gêmeas do World Trade Center e um contra o Pentágono, na Virgínia.
As imagens das torres desabando são transmitidas repetidamente pela televisão e passam a integrar a memória de uma geração. Para Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a cobertura ao vivo, em uma época em que a internet era menos difundida, prende o público pela repetição e produz uma experiência de “tempo congelado”.
Bucci afirma que o episódio “abriu uma ferida no olhar” e que pessoas em diferentes partes do mundo conseguem lembrar onde estavam quando souberam dos ataques. Ele explica que a televisão ao vivo amplia um segundo ou poucos minutos por meio de uma repetição contínua, alterando a relação do público com o fluxo do tempo.
Testemunhos e impactos imediatos
O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício próximo às torres e diz que o som da queda dos prédios foi a lembrança mais marcante. Ele relata ter visto pessoas se jogando e descreve o barulho provocado pela queda de uma ou duas torres de 100 andares.
Os aviões atingem as estruturas a mais de 800 quilômetros por hora e provocam explosões. Cerca de 400 mil pessoas são expostas a poeira tóxica. A remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros leva cerca de oito meses.
Julgamento previsto para 2028
Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda acusado de organizar os ataques, deve ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Preso em 2003, no Paquistão, ele está na base de Guantánamo, em Cuba, desde 2006.
Também serão julgados Walid Muhammad Salih Mubarak bin “Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. Osama Bin Laden, fundador e líder da Al Qaeda, é morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos, em uma operação no interior do Paquistão.



