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Londres amplia medidas contra assentamentos e acusa governo israelense de tolerar abusos

Ed Miliband anuncia restrições com apoio de outros 11 países e diz que ações na Cisjordânia podem configurar crimes contra a humanidade.

Londres amplia medidas contra assentamentos e acusa governo israelense de tolerar abusos
Foto: Issam Rimawi/Anadolu/Getty Images

O Reino Unido anuncia restrições econômicas contra assentamentos israelenses na Cisjordânia com o apoio de outros 11 países. As medidas incluem bloquear importações, limitar serviços prestados a colonos e punir pessoas acusadas de promover violência contra palestinos.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, afirma nesta terça-feira, 8, que colonos judeus promovem uma limpeza étnica em áreas palestinas. Ele também acusa o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de tolerar ou apoiar ações que podem configurar crimes contra a humanidade previstas no Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

“Com demasiada frequência, o governo israelense fez vista grossa”, declara Miliband ao Parlamento. O chanceler diz ainda que a posição britânica não representa oposição ao povo de Israel, mas à conduta do governo.

Medidas anunciadas

O pacote prevê a proibição de importações provenientes de assentamentos considerados ilegais na Cisjordânia, além de sanções contra serviços como construção e financiamento para colonos judeus. Também ficam proibidos anúncios e propagandas de imóveis nessas áreas.

As medidas incluem ainda punições contra pessoas apontadas como responsáveis por promover violência contra palestinos e restrições à emissão de licenças para compra e porte de armas e a outras vendas que contribuam materialmente para a ocupação. No Reino Unido, a legislação necessária deve entrar em vigor dentro de nove meses.

Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia aderem à iniciativa. Em paralelo, o Reino Unido anuncia sanções contra a Al-Qard al-Hassan, braço financeiro do Hezbollah, e promete retomar sanções econômicas contra o Irã em alinhamento com a União Europeia e os Estados Unidos.

Disputa territorial e reações

Desde os Acordos de Oslo, a Cisjordânia é dividida em três zonas. A Área A corresponde a 18% do território e inclui cidades como Ramallah, Hebron e Nablus. A Área B representa 22% e reúne vilarejos e áreas rurais. A Área C ocupa 60% e está sob controle civil e militar de Israel, concentrando assentamentos, bases militares e terras agrícolas ou estratégicas.

O texto também menciona o avanço israelense sobre as Áreas A e B e os planos para ampliar o assentamento E1, a leste de Jerusalém. A medida pode separar o norte e o sul da Cisjordânia.

Estados Unidos e Israel ameaçam retaliar contra Londres. O embaixador americano em Israel, Mick Huckabee, diz que o governo de Donald Trump ainda avalia as medidas. O presidente israelense, Isaac Herzog, classifica as sanções como interferência nas eleições do país, marcadas para outubro. O chanceler Gideon Saar afirma que Israel reagirá caso a Grã-Bretanha avance contra o país, enquanto o ministro Bezalel Smotrich defende a expulsão do embaixador britânico.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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