Uma carta de Charles III mantém Harry e Meghan fora das funções oficiais da monarquia britânica, mesmo após o retorno do casal ao Reino Unido. O documento informa que os dois não são considerados membros ativos da realeza e não têm autorização para participar de compromissos oficiais.
O casal também não pode usar o título de “Suas Altezas Reais”, conhecido pela sigla HRH. A orientação foi enviada à equipe de Harry, a departamentos governamentais, a autoridades militares e a representantes legais da monarquia.
Compromissos privados
Qualquer atividade assumida pelo duque e pela duquesa de Sussex deve ocorrer de forma particular, sem ligação com a Coroa britânica. A carta reforça que o trabalho filantrópico dos dois é uma questão pessoal e deve ser realizado em caráter privado.
Harry e Meghan voltaram a residir no Reino Unido no fim do mês passado, acompanhados dos filhos, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5. O retorno ocorre após seis anos de permanência nos Estados Unidos.
A carta também reafirma a validade do Acordo de Sandringham, estabelecido quando o casal deixou a Inglaterra, em 2020. O pacto determina que os dois não poderiam buscar interesses comerciais próprios enquanto se apresentassem como membros ativos da Família Real.
“É de conhecimento geral que, em janeiro de 2020, o duque e a duquesa deixaram de exercer funções representativas em nome do Soberano e não são mais membros ativos da Família Real”, diz o documento.
Segurança sem definição
A situação da segurança de Harry e Meghan continua sem definição. O príncipe e a esposa querem recuperar a proteção policial ininterrupta perdida quando deixaram de ser membros seniores da realeza. A carta afirma, porém, que uma eventual retomada da proteção depende das autoridades policiais.
O documento orienta que dúvidas sobre o tratamento dado ao casal sejam encaminhadas ao Palácio de Buckingham, principalmente quando os projetos envolverem dinheiro público.



