O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, para retirar do comando da corporação quem prendeu e investigava o banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão de Mendonça atende a um pedido do partido Novo e suspende preventivamente os dois diretores. Janones afirma que o afastamento ocorre em meio à investigação sobre o Banco Master e diz que a apuração poderia alcançar o ministro do STF.
“Esse vagabundo afastou na verdade não é só o diretor da Polícia Federal. Ele afastou o cara que prendeu o Vorcaro”, declarou o deputado, ao defender a divulgação da versão nas redes sociais.
Operação e reação no STF
A crise começa com a prisão de Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero. Depois, mensagens encontradas no celular apreendido do banqueiro sugerem proximidade com o ministro Alexandre de Moraes.
Moraes torna públicos relatórios da PF que acusam Mendonça de abuso de autoridade na condução das investigações. Ao justificar o afastamento dos diretores, Mendonça afirma que a polícia passou a produzir relatórios de inteligência para monitorar e analisar decisões judiciais e funcionais do próprio ministro.
Na decisão, Mendonça cita “1984”, obra de George Orwell, ao criticar o suposto aparato de vigilância institucional.
Parlamentares da oposição e integrantes do Novo defendem que a medida preserva a isenção institucional. Governistas apoiam a crítica de Janones e classificam o afastamento como interferência política e tentativa de blindagem.
A legalidade da decisão é contestada nos bastidores do Judiciário. Ministros do STF, liderados por Gilmar Mendes, articulam uma reação na Segunda Turma da Corte para derrubar a liminar e reconduzir os diretores aos cargos de comando.



