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Política

Editorial cobra investigação sobre Alexandre de Moraes no caso Vorcaro

Texto defende que suspeitas contra ministros do STF sejam apuradas sem condenação antecipada nem tratamento privilegiado.

Editorial cobra investigação sobre Alexandre de Moraes no caso Vorcaro

Um editorial voltou a defender a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O argumento é que os princípios constitucionais usados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a aplicação imparcial da lei também devem alcançar todos os integrantes da Corte.

A discussão ocorre após a sessão de terça-feira (15), quando o STF analisou a possibilidade de investigar Moraes e as controvérsias relacionadas à atuação do ministro André Mendonça. O julgamento terminou sem decisão definitiva sobre o mérito. Flávio Dino pediu vista depois que se formou um placar de 4 a 3 favorável à separação dos casos de Moraes e Mendonça.

O editorial sustenta que investigar não equivale a condenar. A apuração, segundo o texto, permitiria esclarecer as informações relacionadas ao caso Master, às relações de Moraes com Vorcaro e a pessoas próximas do ministro, além de preservar a credibilidade institucional do Supremo. A cobrança é para que eventuais suspeitas sejam analisadas pelos mecanismos adequados, com respeito ao devido processo legal e sem tratamento privilegiado.

Críticas à condução da sessão

Flávio Dino também é criticado pela forma como participou do julgamento. O ministro afirmou que decisões judiciais não devem ser orientadas pelo “clamor popular” e citou Aristóteles, Thomas Hobbes e Chico César. Ele ainda mencionou um vídeo do humorista Fábio Porchat sobre a sucessão de notícias envolvendo a crise no Supremo.

Ao tratar da ironia, Dino afirmou que ela serviria para “descontrair o ambiente”. Também recorreu à ideia de Hobbes sobre a “guerra de todos contra todos” ao questionar a possibilidade de o presidente de um tribunal retirar processos de seus relatores.

O editorial reconhece o princípio de que juízes não devem decidir sob pressão popular, mas avalia que a postura adotada durante uma sessão de tamanha gravidade não transmitiu a serenidade esperada. O texto defende que a lei seja aplicada de forma uniforme, inclusive quando as dúvidas envolvem um integrante da própria Corte.

A presidência do STF, exercida por Edson Fachin, também é chamada a conduzir institucionalmente o tribunal para fora da crise. A avaliação é que divergências pessoais e acusações entre ministros não devem comprometer a confiança na instituição.

O editorial diferencia ainda as atribuições do Judiciário e do Senado. No STF, o “clamor popular” não deve substituir a Constituição, as leis e as provas dos autos. O Senado, por sua vez, possui atribuições constitucionais próprias em relação aos ministros do Supremo e funciona segundo uma lógica política.

A conclusão é que a Justiça não pode se transformar em “justiceirismo”. O mesmo padrão, afirma o texto, deve valer para adversários dos ministros e para os próprios integrantes do tribunal.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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