O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de 24 horas para a Polícia Federal informar onde estão e como são preservados os dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As informações serão analisadas antes de uma decisão sobre o acesso dos ministros ao conteúdo da investigação do caso Master.
Fachin quer esclarecimentos sobre a custódia dos arquivos, o local de armazenamento e as condições de preservação do material. O compartilhamento ainda não foi autorizado.
Pedido de acesso integral
Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes pediram que todos os integrantes do STF possam consultar a íntegra dos dados obtidos pela PF. Moraes afirmou que não cabe ao relator escolher quais documentos ficam disponíveis aos demais ministros.
Gilmar sugeriu que, se o envio não ocorrer pelo gabinete do ministro André Mendonça, a Presidência do STF solicite diretamente à Polícia Federal cópias dos arquivos.
A Procuradoria-Geral da República também defendeu o acesso prévio de todos os ministros aos dados necessários para a análise do caso. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a particularidade da investigação exige o conhecimento integral do material antes da sessão marcada para terça-feira (15).
Cópia mantida no gabinete
Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master, informou que o arquivo sob sua guarda é apenas uma cópia de segurança enviada pela Polícia Federal. O material foi encaminhado em março de 2026, está armazenado em disco rígido criptografado e permanece lacrado.
O ministro disse que nunca acessou o conteúdo. Segundo ele, o arquivo pode ser usado para recuperar os dados caso o material original seja perdido ou extraviado.
O celular original de Vorcaro continua sob custódia da Polícia Federal, responsável pela preservação da cadeia de custódia da prova. Fachin aguarda a resposta da corporação para decidir se os demais ministros terão acesso aos arquivos.



