Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Política

Indicações Geográficas destacam farinha, açaí e mel no Amazônia Summit

Produtores apresentam no Acre itens reconhecidos por sua origem, tradição e métodos de produção durante evento realizado em Rio Branco.

Indicações Geográficas destacam farinha, açaí e mel no Amazônia Summit

Produtores apresentam farinha, açaí e mel com Indicação Geográfica (IG) durante o Amazônia Summit 2026, realizado de 17 a 19 de setembro no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. Os produtos vêm de Cruzeiro do Sul e Feijó, no Acre, e de Boa Vista do Ramos, no Amazonas.

A IG é concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a produtos e serviços associados à origem, aos recursos naturais, à tradição e aos conhecimentos de uma região. No Brasil, o registro segue a Lei da Propriedade Industrial nº 9.279/1996 e a Portaria INPI/PR nº 04/2022.

Produtos do Acre

A farinha de Cruzeiro do Sul recebeu o reconhecimento em 2017. José Oliveira do Nascimento, de 47 anos, trabalha há 35 anos com mandiocultura e representa a Central das Cooperativas do Juruá, formada por cooperativas de cinco municípios.

O produtor afirma que a organização ajudou a estabelecer padrões, adotar boas práticas de fabricação e padronizar o produto. Com apoio do Sebrae, a IG também contribuiu para agregar valor à farinha. Segundo José, a modernização permite preservar as características de qualidade por até dois anos e diferencia o produto de mercadorias que usam referência ao Vale do Juruá sem ter a mesma procedência.

Em Feijó, o açaí integra a cultura e os hábitos alimentares da população. Antônio José da Conceição, de 55 anos, é integrante da Cooperativa de Produtores, Coletores e Batedores de Açaí de Feijó (Açaí COOP). Ele relata que o produto, antes mais concentrado no consumo de famílias tradicionais, alcançou outros mercados.

A criação do Festival do Açaí, em 1999, ampliou a divulgação. O trabalho pela IG ganhou força novamente a partir de 2021, depois de interrupções relacionadas à pandemia de Covid-19, e o reconhecimento foi concedido em 2023.

Para garantir a qualidade, o açaí precisa ser colhido e batido em até 24 horas. Produtores e batedores recebem capacitação em boas práticas, com acompanhamento da cooperativa, da vigilância sanitária e do Sebrae. Pequenas unidades de processamento também fazem parte da estruturação da atividade.

Mel de Boa Vista do Ramos

No Amazonas, o mel de Boa Vista do Ramos também obteve IG. Arlindo de Oliveira Cardoso, de 39 anos, trabalha há mais de duas décadas com o produto e acompanhou por quatro anos o processo de certificação.

Ele relaciona o reconhecimento à identidade do município e cita a Rota do Mel, a Festa do Mel, feiras e produtos gastronômicos e bebidas derivados da produção. A certificação está associada à adoção de materiais adequados, equipamentos de proteção, utensílios específicos e procedimentos de higiene.

O controle das etapas, do meliponário à extração, é apontado como determinante para a qualidade final do mel.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.