A capacidade de processar, refinar e industrializar minerais estratégicos no Brasil está no centro do debate sobre soberania econômica nas propostas dos candidatos à Presidência da República. O país hoje tem a segunda maior reserva mundial de terras raras e vastas jazidas de outros minerais essenciais.
A discussão envolve a possibilidade de avançar além da exportação de matéria-prima bruta e integrar etapas mais complexas das cadeias de valor. Nesse cenário, a regulação do setor ganha papel central nas plataformas eleitorais voltadas à ciência e à tecnologia.
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Terras raras e minerais críticos não são sinônimos. As terras raras correspondem a um grupo fixo de 17 elementos químicos usados em ímãs de motores elétricos e em equipamentos de defesa. Já os minerais críticos são insumos considerados vitais e sujeitos a alto risco de desabastecimento global.
Lítio, níquel, cobre e potássio estão entre os minerais críticos. A classificação é mais ampla e inclui as terras raras, mas também materiais que não pertencem a esse grupo químico.
A importância econômica desses recursos alcança a fabricação de baterias, semicondutores, painéis solares e sistemas de inteligência artificial. Os minerais também são usados na produção de fertilizantes para o agronegócio. As propostas dos candidatos tratam, portanto, da exploração e do domínio das etapas industriais ligadas a esses insumos.



