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Conselho do MPF arquiva pedido sobre relação entre Gonet e Vorcaro

Mensagens mostram banqueiro afirmando que participaria de almoço com Paulo Gonet e Gilmar Mendes em janeiro de 2024.

Conselho do MPF arquiva pedido sobre relação entre Gonet e Vorcaro
Foto: /Reprodução

O Conselho Superior do Ministério Público Federal arquivou, na sexta-feira, 25, por cinco votos a quatro, o pedido para aprofundar as investigações sobre as relações entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o banqueiro Daniel Vorcaro. O colegiado também rejeitou, por unanimidade, o afastamento de Gonet de processos relacionados ao Banco Master.

Em 31 de janeiro de 2024, Vorcaro escreveu ao advogado Ciro Soares que participaria de um almoço promovido pelo Grupo Esfera com Gonet e que Gilmar Mendes, ministro decano do Supremo Tribunal Federal, também deveria estar no evento. “Vou estar no almoço do esfera com Gonet. O Gilmar deve estar”, escreveu.

O encontro ocorreu no último dia de janeiro de 2024 e homenageou Gonet. Durante o almoço, o procurador-geral falou sobre suas metas à frente do Ministério Público e elogiou Gilmar Mendes. Segundo o Grupo Esfera, cerca 40 convidados participaram do evento, entre eles Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro.

No dia seguinte ao almoço, Vorcaro disse que participaria da posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça. Depois de deixar o Supremo Tribunal Federal, em abril de 2023, Lewandowski foi contratado como consultor jurídico pelo Banco Master. O escritório dele recebeu pelo menos 5 milhões de reais em honorários da instituição.

Mensagens analisadas pela Polícia Federal

Os diálogos fazem parte de um conjunto extraído de um dos celulares de Vorcaro e analisado pela Polícia Federal. O material foi usado em um pedido de abertura de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que trocou pelo menos 52 mensagens com o banqueiro.

Gonet também foi convidado para uma degustação de uísque Macallan organizada por Vorcaro para autoridades em 2024. Um evento semelhante foi planejado para 2025, mas não ocorreu. O procurador-geral aparece ainda em uma foto diante de Vorcaro, com um charuto, em uma mesa com copos de bebida.

O nome de Gonet consta de relatório policial sobre a relação entre Vorcaro e Moraes. O documento registra um pedido do banqueiro para que o ministro acionasse o procurador-geral e evitasse “sacanagem” nas investigações.

André Mendonça havia determinado que a Polícia Federal identificasse os destinatários de mensagens destinadas a influenciar “Paulo” e “Andrei”. Os investigadores concluíram que os nomes correspondiam a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. A recuperação de anotações também indicou que os pedidos foram enviados ao número registrado como “Alexandre Moraes Brasília”. Como as respostas foram apagadas e o celular do ministro não foi apreendido, não foi possível identificar o que ele respondeu.

A defesa de Vorcaro afirmou que repudia a divulgação fragmentada de conversas privadas e rejeita a transformação de relações pessoais, profissionais ou institucionais em indícios de conduta ilícita.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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