A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar sobre um suposto esquema de financiamento, pelo governo norte-americano de Donald Trump, de uma agenda de extrema-direita no Brasil. Entre os objetivos atribuídos ao esquema está uma possível interferência nas eleições brasileiras.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma que a investigação foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU) na quinta-feira. A Diretoria de Inteligência da corporação foi designada para conduzir os trabalhos.
“Já é uma investigação em andamento, um procedimento prévio, mas ainda não foi publicada a portaria do inquérito policial”, disse Rodrigues. Segundo ele, é comum a abertura de uma investigação preliminar antes da instauração formal do inquérito.
O pedido da AGU trata de um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, que teria recebido US$1 milhão de um fundo ligado aos direitos humanos e à democracia do Departamento de Estado norte-americano.
Apuração sobre representações diplomáticas
Rodrigues também afirma que, até o momento, as investigações da PF não identificaram risco de ataques contra embaixadas dos Estados Unidos ou outras representações diplomáticas.
Na sexta-feira, a corporação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal. As medidas apuram um suposto planejamento de atos que poderiam ameaçar instalações diplomáticas norte-americanas no Brasil.
“Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados”, afirmou o diretor-geral.
As representações diplomáticas dos Estados Unidos e da Austrália reduziram suas atividades na sexta-feira. Rodrigues diz que a PF não comprovou elemento concreto que apontasse risco efetivo para essas embaixadas ou para qualquer outra representação.



