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Submarino alemão afundado na Noruega libera mercúrio no oceano

Imagens de 2025 mostram o U-864 dividido e deteriorado a 150 metros de profundidade; carga pode chegar a 67 toneladas.

Submarino alemão afundado na Noruega libera mercúrio no oceano

O submarino alemão U-864 está liberando mercúrio no oceano após décadas de deterioração no fundo do mar, na costa da ilha norueguesa de Fedje. Imagens obtidas pela Administração Costeira Norueguesa em maio de 2025 mostram a embarcação dividida em duas partes, a cerca de 150 metros de profundidade.

O U-864 afundou em 9 de fevereiro de 1945, durante a 2ª Guerra Mundial, depois de ser atingido por um torpedo do submarino britânico HMS Venturer. As 73 pessoas a bordo morreram. A embarcação cumpria uma missão especial e transportava toneladas de mercúrio destinadas ao Japão como parte do esforço de guerra nazista.

Carga tóxica e risco ambiental

Os documentos originais de carregamento não sobreviveram à guerra. Registros históricos, porém, indicam uma encomenda japonesa de 1.867 contêineres, que corresponderia a entre 65 e 67 toneladas de mercúrio. A quantidade exata não foi confirmada.

O naufrágio foi localizado em 2003 pela embarcação naval norueguesa KNM Tyr. As imagens divulgadas pela Kystverket, nome norueguês da Administração Costeira Norueguesa, foram produzidas por veículos submarinos operados remotamente e evidenciam a degradação do casco.

O mercúrio pode permanecer por décadas ou séculos em sedimentos contaminados. No ambiente marinho, microrganismos convertem o metal em metilmercúrio, substância altamente tóxica que se acumula na cadeia alimentar, sobretudo em peixes.

Em 2026, 22 contêineres foram retirados do naufrágio. Oitenta por cento deles estavam danificados e vazando. A operação indica o risco de que ações de salvamento movimentem sedimentos contaminados e ampliem a dispersão do poluente.

O problema também aparece em outros naufrágios. O submarino alemão UC-30, afundado em 19 de abril de 1917 perto da ilha dinamarquesa de Rømø, libera TNT no ambiente marinho. Um estudo da Universidade de Aarhus, publicado em setembro de 2026, identifica traços do explosivo na fauna, no leito marinho e na coluna d’água ao redor da embarcação.

Há mais de 10.000 naufrágios em águas dinamarquesas, e cerca de 15% remontam às duas Guerras Mundiais. Pesquisadores e autoridades da União Europeia avaliam o uso de robôs submarinos para mapear e, eventualmente, neutralizar explosivos em local seguro.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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