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Superintendentes da PF discutem deixar cargos após afastamento de Andrei Rodrigues

Parte dos responsáveis pelas unidades estaduais avalia entregar os cargos em solidariedade ao diretor-geral afastado, mas não há decisão formal.

Superintendentes da PF discutem deixar cargos após afastamento de Andrei Rodrigues
Foto: Andrei Rodrigues/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal provoca reação entre integrantes da cúpula da corporação. Parte dos superintendentes regionais passou a discutir a possibilidade de entregar os próprios cargos em solidariedade ao diretor afastado.

O ambiente entre dirigentes é descrito como de “indignação e revolta” após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou Rodrigues do comando da PF. A proposta envolve parte dos 27 responsáveis pelas unidades estaduais da instituição.

A eventual saída coletiva seria apresentada como uma manifestação institucional contra o que integrantes da Polícia Federal consideram uma interferência do Judiciário na estrutura de comando do órgão. Os defensores da iniciativa avaliam que o gesto demonstraria a dimensão da insatisfação provocada pela decisão de Mendonça.

Até o momento, não existe decisão formal para que os superintendentes deixem suas funções. A possibilidade continua em discussão dentro da corporação e não representa uma entrega coletiva de cargos já efetivada.

Controvérsia sobre relatórios de inteligência

O afastamento de Rodrigues ocorre em meio a uma controvérsia envolvendo relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Mendonça apontou gravidade na divulgação de informações e também determinou o afastamento de outros integrantes ligados à estrutura de inteligência da corporação.

A decisão passou a ser analisada pela Segunda Turma do STF, que formou maioria para mantê-la. O julgamento ainda não foi concluído porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista.

O caso aumenta a tensão entre setores da Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal e coloca em discussão os limites da atuação judicial sobre uma instituição subordinada ao Poder Executivo. Por enquanto, o principal desdobramento interno é a avaliação, ainda sem decisão, de uma possível entrega de cargos por superintendentes regionais.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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