O ministro Gilmar Mendes interrompeu nesta terça-feira (8) o julgamento virtual da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão que determina a saída imediata do cargo continua em vigor.
O pedido de vista ocorreu depois da abertura de uma sessão virtual extraordinária convocada para analisar a liminar do ministro André Mendonça. Antes da suspensão, o placar reunia três votos pela manutenção do afastamento, incluindo o voto de Luiz Fux, que acompanhou o relator. Nunes Marques também antecipou seu voto com Mendonça.
Não há data definida para a retomada do julgamento. Até a conclusão do caso, permanece válida a decisão individual de Mendonça, que afastou Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa.
Medidas determinadas
A liminar também suspendeu a produção de relatórios sobre a atuação de magistrados e defensores públicos. Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da Polícia Federal instaure investigações específicas e proibiu a elaboração de relatórios sobre atividades de autoridades sem expressa autorização legal.
A decisão foi tomada após pedido do partido Novo no caso Banco Master. A legenda também solicitou a prisão de Andrei Rodrigues, mas o pedido foi negado pelo ministro.
Segundo Mendonça, relatórios de inteligência indicaram que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvo de rastreamento indevido pela corporação. O ministro também apontou ilicitudes em relatórios apócrifos encaminhados ao ministro Edson Fachin.
A Advocacia-Geral da União informou que analisa os fundamentos do despacho e pretende apresentar recurso para tentar reverter o afastamento de Rodrigues.



