Uma cafeteira elétrica apresenta menor custo energético que um fogão a gás para preparar café, de acordo com uma simulação que considera um preparo diário de 500 mL durante 30 dias. A diferença aparece nas cinco capitais analisadas, embora a economia mensal fique entre R$ 3,08 e R$ 4,14.
A comparação usa a cafeteira Mondial Dolce Arome Black (C-30-18X-FB), de 550 W, e o fogão Consul Inox de quatro bocas (CFO4NAR). Para o fogão, o cálculo considera o queimador grande, com potência térmica de 2,75 kW, em fogo alto. Os dois equipamentos funcionam durante cinco minutos por preparo.
Consumo estimado
A cafeteira consome aproximadamente 0,0458 kWh por preparo. Em 30 dias, o uso diário chega a cerca de 1,375 kWh. No caso do fogão, o consumo estimado é de aproximadamente 17,75 gramas de GLP por preparo, ou 532,6 gramas no mês.
Os cálculos combinam a potência dos aparelhos com o tempo de funcionamento. Para o fogão, também é considerado o poder calorífico do GLP, de 46.470 kJ/kg. Os preços do gás usados na conta são os valores médios municipais do botijão P13, levantados pela ANP entre 20 e 26 de setembro de 2026.
As tarifas de energia consideradas são de R$ 0,97/kWh em Fortaleza, R$ 0,95/kWh em São Paulo, R$ 0,85/kWh em Curitiba, R$ 0,84/kWh em Manaus e R$ 0,83/kWh em Brasília.
Em São Paulo, o custo mensal estimado é de R$ 1,31 com a cafeteira, contra R$ 4,91 com o fogão. Em Manaus, a cafeteira chega a R$ 1,16, enquanto o fogão alcança R$ 5,30. A diferença nessa capital é atribuída principalmente ao preço mais elevado do botijão de gás.
O resultado depende do uso. Na cafeteira, manter o aparelho ligado depois do preparo pode aumentar o consumo porque o modelo tem uma placa de aquecimento. No fogão, a intensidade da chama, o tamanho do recipiente e a transferência de calor alteram o gasto.
A conta considera apenas a energia. O fogão foi usado exclusivamente para aquecer a água e não inclui o tempo necessário para passar o café.



