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Alta da memória pressiona custos e pode elevar preço do iPhone 18 Pro

Aumento da demanda por HBM e falta de novas fábricas mantêm a pressão sobre fabricantes de smartphones e eletrônicos.

Alta da memória pressiona custos e pode elevar preço do iPhone 18 Pro
Foto: Andrei Armiagov/Shutterstock

O aumento no preço das memórias eleva os custos de fabricação de smartphones e pode encarecer o próximo iPhone. A pressão ocorre porque a oferta não acompanha a demanda, enquanto novas fábricas ainda levam anos para ampliar a produção.

A inteligência artificial intensifica o desequilíbrio, mas o problema começou antes. Em 2021, a Micron concluiu que os avanços tecnológicos usados para colocar mais chips em cada wafer não seriam suficientes para atender à demanda de longo prazo. A empresa passou a precisar de mais wafers e novas instalações.

Memória para IA disputa capacidade

Após o forte consumo de computadores, tablets e celulares durante a pandemia, as vendas recuaram, os estoques aumentaram e os fabricantes reduziram os planos de expansão. Quando o mercado se recuperou, os data centers de inteligência artificial elevaram a demanda em uma escala maior.

Esses centros usam HBM, uma forma especializada de DRAM que transfere grandes volumes de dados rapidamente. O componente é mais complexo de fabricar e ocupa mais capacidade industrial. A Micron estima que a produção de determinada quantidade de HBM exige aproximadamente três vezes mais wafers do que a mesma quantidade de DRAM convencional.

A Counterpoint informa que 16 GB de DRAM para smartphones custavam cerca de US$ 42 (R$ 216) no segundo trimestre de 2025. Um ano depois, o preço chegou a aproximadamente US$ 181 (R$ 929). A DRAM para smartphones subiu cerca de 56% no primeiro trimestre de 2026 e aproximadamente 83% no segundo trimestre.

Samsung, SK Hynix e Micron concentram cerca de 90% do mercado. Para David Naranjo, diretor associado da Counterpoint, não é correto dizer simplesmente que os data centers estão consumindo RAM, porque RAM e HBM não são a mesma coisa.

Oferta só deve alcançar a demanda depois

A nova unidade da Micron em Nova York só deve gerar produção relevante em 2030. A fábrica de Idaho deve começar a produzir wafers em meados de 2027. Mesmo com investimentos superiores a US$ 25 bilhões (R$ 128,25 bilhões) neste ano, a empresa não consegue indicar quando a oferta alcançará a demanda.

A Counterpoint prevê equilíbrio no fim de 2027 ou início de 2028, em um cenário otimista. A IDC espera que a escassez avance para 2028.

A Apple tem maior capacidade de absorver custos, por causa da escala e do posicionamento premium. Ainda assim, a empresa já aumentou os preços de Macs e iPads. Uma estimativa baseada nos custos dos componentes indica que o iPhone 18 Pro pode começar em US$ 1.299 (R$ 6.664), US$ 200 (R$ 1.026) acima do preço inicial do iPhone 17 Pro.

Tim Cook classificou a alta da memória como uma “inundação que ocorre uma vez em 100 anos”. Para Naranjo, “Não haverá um final feliz tão cedo”.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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