BRASÍLIA — Mais de 560 mil urnas eletrônicas são preparadas para as Eleições 2026 em uma operação que combina segurança digital, lacração física e transporte até locais de votação em todo o país.
O processo começa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Os programas usados nos equipamentos passam por auditorias e testes abertos durante meses. Depois, são compilados, assinados digitalmente e lacrados publicamente. As chaves de segurança são armazenadas em mídias criptografadas e enviadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Preparação nos cartórios
Nos cartórios eleitorais, cada urna recebe o sistema e os arquivos necessários para funcionar. Em seguida, são inseridas as informações específicas da seção, como a relação de candidatas e candidatos e de eleitoras e eleitores.
Após essa carga, os equipamentos passam por testes. Mecanismos de segurança são usados para preservar a integridade dos sistemas e dos dados instalados. As urnas também recebem lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda. Se o lacre for retirado, uma inscrição fica visível e indica a violação.
Transporte até as seções
As urnas são colocadas em caixas de alta resistência. Em grandes centros e no interior, a distribuição atende escolas, postos de saúde e associações comunitárias. Nas comunidades da Amazônia, barcos, voadeiras e rabetas percorrem afluentes dos grandes rios durante dias.
Em regiões de difícil acesso, helicópteros e aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) são usados para chegar aos pontos mais remotos. No sábado anterior à eleição, presidentes de mesa e equipes técnicas recebem os equipamentos, que são conectados à tomada e à bateria interna de emergência, testados e ligados.
No domingo, antes do início da votação, a urna é inicializada e imprime a zerésima. O relatório comprova que não há votos registrados no equipamento e identifica a urna. O documento deve ser assinado pelo presidente da mesa, pelos mesários e pelos fiscais de partidos presentes. A votação começa somente depois dessa conferência.



