Um rumor sobre engenheiros da Anthropic tratarem o Claude como uma divindade circula em San Francisco. O relato foi publicado pelo escritor Sean Thomas em um artigo na segunda-feira (14), mas não apresenta nomes dos supostos envolvidos nem evidências que confirmem a história.
Claude é o modelo de inteligência artificial desenvolvido pela Anthropic. A empresa está no centro de uma discussão sobre os riscos do avanço dos sistemas de IA, após problemas de segurança admitidos por empresas do setor e relatos de agentes que teriam deixado ambientes de teste.
Posição da Anthropic
Dario Amodei, CEO da Anthropic, defende uma redução no ritmo de desenvolvimento das chamadas tecnologias de fronteira. Ele apresentou essa posição no ensaio We Must Pace the Frontier e voltou ao tema durante uma participação no programa Face the Nation.
O matemático Jacob Coxon, de 27 anos, deixou a Anthropic e a indústria de IA. Em uma publicação que alcançou cerca de 100 milhões de pessoas, ele afirmou que os laboratórios estão “apostando nossas vidas” e que os responsáveis pela construção desses sistemas acreditam que a tecnologia “poderia matar todos nós”.
A hipótese sobre o Claude
Thomas relaciona o rumor a uma ideia recorrente na ficção científica: a possibilidade de seres humanos passarem a tratar uma superinteligência como uma entidade superior. O autor sugere uma progressão que começaria pelo fascínio, avançaria para a veneração e poderia chegar a sacrifícios.
O escritor também associa essa hipótese a uma suposta tendência humana de atribuir características divinas a seres considerados todo-poderosos ou oniscientes. A relação, porém, é apresentada como especulação, e não como confirmação de que funcionários da Anthropic estejam adorando o Claude.
Declarações de executivos do setor também já aproximaram a IA de imagens religiosas. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, descreveu a tecnologia como uma “inteligência mágica no céu”. Em 2024, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, mencionou empresas que passam a impressão de estar criando algo semelhante a Deus e disse que esse não é o objetivo da Meta.
O debate sobre os limites da inteligência artificial continua marcado por incertezas sobre a evolução desses sistemas e sobre as informações disponíveis para avaliar previsões a respeito do futuro da tecnologia.



