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E-mail revela alerta sobre risco de incêndio em bar na Suíça

Documento inclui ex-vereadora entre investigados após incêndio que matou 41 pessoas e deixou 115 feridos.

E-mail revela alerta sobre risco de incêndio em bar na Suíça

A prefeitura de Crans-Montana, na Suíça, já tinha sido alertada sobre o risco de incêndio da espuma usada no revestimento acústico do teto do bar Le Constellation. A informação aparece em um e-mail enviado por Rose-Marie Clavien, ex-vereadora responsável pela construção civil no município.

Clavien passou a ser a 17ª investigada no inquérito que apura o incêndio ocorrido na virada do ano. A tragédia matou 41 pessoas, entre elas seis adolescentes italianos, e deixou 115 feridos. As investigações indicam que velas pirotécnicas incendiaram o revestimento do teto.

Em interrogatório realizado em 28 de agosto, a ex-vereadora exerceu o direito ao silêncio e não respondeu sobre o alerta relacionado ao material. O documento encaminhado por ela comunicava às autoridades locais o perigo associado à espuma instalada no estabelecimento.

A proprietária do bar, Jessica Moretti, também tinha conhecimento do risco. Em uma mensagem enviada aos funcionários em dezembro de 2019, ela recomendou cautela no uso de velas pirotécnicas e alertou que as chamas poderiam incendiar o revestimento do teto.

Investigações e cobranças das famílias

Os proprietários Jacques e Jessica Moretti são investigados pelo Ministério Público de Sion por suspeita de responsabilidade pela tragédia. Antigos e atuais dirigentes de Crans-Montana também estão sob investigação por não terem feito as inspeções necessárias no bar.

Andrea Costanzo, pai de Chiara, uma das vítimas italianas de 16 anos, afirmou que o alerta sobre o risco precisa ser esclarecido e que as famílias querem entender por que o perigo não foi enfrentado. Valentino Giola, pai de Giuseppe, um dos italianos que sobreviveram ao incêndio, disse que o documento reforça a suspeita de negligência por parte das autoridades e dos responsáveis.

O Ministério Público de Roma mantém uma investigação própria sobre as causas e as responsabilidades pelo incêndio.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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