O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ainda não recebeu a notificação formal da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina seu afastamento do cargo. Até as 10h20 desta terça-feira (8), ele permanecia à frente da corporação.
A ausência de comunicação oficial mantém Rodrigues no exercício da função. A decisão judicial, embora já tomada, ainda não havia sido executada administrativamente porque o diretor-geral não tinha sido formalmente informado.
O caso atinge diretamente o comando da Polícia Federal e provoca repercussão institucional. O afastamento de um diretor-geral por ordem judicial ocorre em meio ao acirramento das tensões entre setores do Judiciário, do governo e do Congresso.
Enquanto a notificação não é realizada, permanece o intervalo entre a determinação de Mendonça e sua aplicação ao exercício do cargo. A mudança na direção da corporação, portanto, ainda não havia ocorrido até o horário informado.
Também nesta terça-feira (8), a Advocacia-Geral da União (AGU) comunica que vai recorrer da decisão no próprio Supremo. O governo tenta reverter a medida por meio do recurso, enquanto a disputa permanece concentrada no tribunal.
Rodrigues está à frente da Polícia Federal desde o início do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Durante sua gestão, a corporação conduz investigações de grande repercussão nacional, incluindo casos que envolvem autoridades, empresários e aliados do bolsonarismo.



