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Lula e Flávio Bolsonaro lideram alvos de vídeos falsos feitos com IA

Monitoramento da Agência Lupa identificou 920 conteúdos virais produzidos ou editados por inteligência artificial no primeiro turno de 2026.

Lula e Flávio Bolsonaro lideram alvos de vídeos falsos feitos com IA
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram os principais alvos de vídeos e imagens falsos produzidos com inteligência artificial durante o primeiro turno da campanha de 2026. Ao menos 860 conteúdos com pessoas reais geradas por IA viralizaram na internet ao longo de seis semanas, conforme relatório da Agência Lupa publicado nesta quinta-feira, 1º.

O monitoramento foi realizado entre 16 de agosto e 28 de setembro e identificou 920 conteúdos virais produzidos ou editados por IA. Desse total, 554, o equivalente a 60%, foram classificados como deepfakes. Lula apareceu em 379 montagens, Flávio Bolsonaro em 190 e o ex-presidente Jair Bolsonaro em 94.

Também foram identificados materiais com políticos, ministros do Supremo Tribunal Federal e os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, da Rede Globo. Em parte das montagens, os jornalistas apareciam em situações que não ocorreram, como ataques ou elogios a candidatos durante sabatinas do Jornal Nacional.

Conteúdo contra e a favor dos candidatos

Segundo o relatório, 34% dos conteúdos que retratavam Lula traziam ataques diretos ao presidente e à gestão dele. Em algumas peças, ele aparecia com um nariz de Pinóquio que crescia durante entrevistas ou sendo retirado por garis dentro de uma lata de lixo. Outros 25% promoviam a candidatura, com referências a resultados na saúde pública e interações com eleitores.

Entre os materiais falsos com Flávio Bolsonaro, aproximadamente 40% tinham tom favorável à candidatura. Cerca de um quarto era usado como ataque eleitoral, com menções às relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro ou representação dele como um fantoche manipulado pelo pai.

Facebook e Instagram concentraram a circulação dos conteúdos, com 559 casos e 365 publicações, respectivamente. Também houve registros no X (Twitter), com 96, no TikTok, com 70, e no Whatsapp, com 3. Parte dos materiais circulou em mais de uma plataforma.

O Tribunal Superior Eleitoral proibiu, em 2026, todas as modalidades de deepfake para promover ou atacar candidaturas. Conteúdos gerados por IA que não buscam enganar, como paródias e cenários fictícios, foram autorizados quando identificados. O relatório aponta, porém, que apenas 60% das imagens e vídeos tinham rótulos sobre o uso dessas ferramentas.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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